Paulo Franke

09 agosto, 2017

VIAGEM A GDANSK - Polônia (1a Parte)

É uma viagem aérea bem curta, de menos de 2 horas, não fosse o aeroporto de Vanta, na Finlândia, estar movimentado, como nunca vi antes, devido ao final das férias de verão, em detrimento da típica boa organização do aeroporto da capital finlandesa, atualmente a porta principal para os países da Ásia. 
Chamado o nosso voo Finnair, fomos levados em um ônibus até a aeronave, o que é comum, mas o incomum aconteceu: o ônibus parou diante do avião e não desembarcamos, pois fomos avisados de que o avião estava lá, mas a tripulação não... "Fora sequestrada?" pensei, mas não, estava em um outro voo aterrissando na Finlândia naquele momento... Fomos então conduzidos a uma sala onde esperamos a chegada da tripulação... quer coisa mais estranha do que isso?
Antes disso, o nosso Portão/Gate não dispunha de assentos e nem sala de espera, muito estranho, que fez com que uma senhora e eu não hesitássemos em sentar... em cadeira de rodas, as únicas disponíveis. Pela primeira vez me aconteceu na vida... sentar em uma cadeira de rodas e ver um avião vazio, sem sua tripulação. Mas o acontecido é lembrado com humorismo... agora!!



Minha viagem a Gdansk, na Polônia, foi escolhida desta vez não por causa do famoso Sindicato Soliedariedade de Lech Walesa, do qual seu aeroporto leva o nome, mas por curiosidade de conhecer a linda cidade no norte do país, onde nunca estive nas viagens que já fiz à Polônia.



Chegando de taxi do aeroporto de Gdansk ao hotel IBIS, tudo o que eu queria era...



 ... descansar.

NIE PRZESZKADZAC...
simplesmente.


Após dormir bastante no quarto moderno (a estante é uma pintura, o pé é meu)  verifiquei que entre muitos canais de tv a cabo, havia felizmente um em inglês, o Euronews. Mas, ocupando os noticiários, notícias do Brasil... E a infeliz pergunta da repórter inglesa a um entrevistado: "Como um país pode ser tão corrupto?" (ainda bem que eu já tinha relaxado devidamente...)


Hora de sair do quarto e explorar a cidade, pois dois dias de permanência é pouco para tal... 


Tomando o elevador...


Como já mencionei, um IBIS novo, moderno e ultra confortável.


Vamos caminhar e conhecer Gdansk...



A bela biblioteca local escolhi como meu ponto de partida...


No cartazinho à porta o anúncio de que estaria fechada durante o mês de agosto...


Mas como admiro prédios, principalmente antigos, fotografá-la já valeu.


Retomando a longa caminhada...


Impossível identificar os muitos prédios e torres altas...








Gdansk não está decepcionando, pelo contrário, deslumbrando.


E por que não brincar um pouco?





Por um momento imaginei-me na linda Amsterdam...


... mas estava na bela Gdansk.


Uma churrascaria, El Pampa.



Gosto de portas.


E aqui parece que estou no mercado de Helsinki...








Gosto do tipo de telhados que facilita o degelo da neve.


Um concerto de sinos me atraiu à igreja...



De fato, o que me atrai a igrejas está aqui:
"Milito por Cristo"



Uma das centenas de igrejas católicas da cidade, a religião oficial do país, que seus habitantes levam muito a sério.



Nesta, seu belo teto é uma obra de arte.



Em um canto, um sino antigo, certamente "sobrevivente" da 2Guerra Mundial.



Nas redondezas, coisas bonitas e típicas!


E na vitrina desta loja, um gato dormindo calmamente.



Hora de voltar ao hotel... seguindo o curso do rio, informaram-me.


A igreja de outro ângulo.



Muitos relaxando naquele belo dia de verão... 32 graus positivos.

Voltando ao hotel IBIS.


Se eu me perdesse, "bastava decorar o nome da pracinha diante do hotel"...

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The last but not the least

Uma das razões de ter escolhido visitar Gdansk foi por ser a capital da Pomerânia polonesa...




Esta carrocinha me fez lembrar os veraneios da infância no Recanto dos Coswig, em Pelotas-RS. E também do que era ouvido com frequência: "Eu não falo alemão, falo o pomerano!"




Uma guia de turismo, quando falei dos "pomeranos", informou-me que eu talvez estivesse procurando pelo povo de Kaszuby e me indicou uma loja deles...



A dona da loja concordou em ser fotografada com seus trabalhos manuais e artesanais típicos dos "Kaszuby", povo ao qual ela pertencia e que tinha sua região não muito distante de Gdansk.


Mesmo com pouco tempo disponível, cheguei a cogitar de visitar a região no dia em que viajaria para a capital Varsóvia. Mas desisti pela razão de que pairou uma dúvida se o povo de Kaszuby seria mesmo o pomerano, já que a Pomerânia do passado abrangia tanto o norte da Alemanha quanto da Polônia.
Teria talvez bastado conhecer algumas palavras em "pomerano" para comparar com o "Kaszuby" e acabar com o mistério, oportunidade que não houve.

Saiba mais através do link abaixo e de outros pelo Google.com:

https://pt.wikipedia.org/wiki/Pomer%C3%A2nia

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Na manhã seguinte, dirigi-me à estação onde tomei um moderno trem high speed para Varsóvia, 4 horas de viagem rumo ao sul do país.

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Próxima postagem:

Viagem a Varsóvia - Polônia (2a Parte)

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