Paulo Franke

17 janeiro, 2026

Parte 33 - Casos Curiosos - Sotaques do Brasil - diversos

  

Parte 1

Inicialmente, meus agradecimentos à Mega Curioso

 da qual extraí a primeira parte desta postagem. 

 

Sotaques do Brasil: 

conheça a origem 

desses 5 modos 

de falar

Todos sabemos que o Brasil é um país 

de proporções continentais,formado por 

gente vinda de vários lugares: os indígenas 

nativos, as pessoas escravizadas vindas da 

África e os  imigrantes europeus, por exemplo,

são só alguns deles. Este "caldo" certamente 

influenciou a formação dos diferentes 

sotaques na população, que foram sendo 

criados e perpetuados a partir destas influências 

fonéticas.Os sotaques costumam

considerar três fatores: a população

nativa do local, os povos que migraram 

para lá e como as migrações 

influenciaram a forma com que as 

pessoas falam. Ao nos referir 

aos sotaques, pensamos em maneiras 

diferentes de cadenciar as palavras, a 

formação de novos termos e fonemas 

a consolidação de expressões locais.

Se você tem curiosidade em saber  

como os sotaques do Brasil foram 

formados, este é o texto para você.


1. O sotaque caipira

 Fonte: Acervo  Pinacoteca Estãdo SPaulo

O jeito entendido como mais "caipira", 

enfatizando o R retroflexo (aquela 

pronúncia do "porrrrta"), é mais típico 

no interior de São Paulo, Paraná, 

Mato Grosso, Minas Gerais e 

Santa Catarina. 

Uma das influências desse modo de 

falar nasce na dificuldade que os 

indígenas tinham parapronunciar o R.

O mesmo acontecia com outros fonemas. 

Os dialetos indígenas não conheciam 

apenas o som do F, do L e do R, 

mas também do "LH". Por isso, tiveram 

muita dificuldade em reproduzir esses sons.

Foi por essa razão que "palha" virou "paia" e 

"falha" virou "faia".

O choque entre a fala indígena e dos 

imigrantes portugueses permanece até 

hoje, e existe gente que ainda troca o 

L pelo R – dizendo, por exemplo,

"farta" ao invés de "falta", 

e "frecha" ao invés de "flecha".

2. O impacto das migrações 

no sotaque paulista

(Fonte: Supla/Youtube)

No fim do século XIX, São Paulo abriu 

as portas para os imigrantes. Mais de 

1,5 milhão de italianos chegaram 

na cidade e ajudaram a construir o 

 sotaque paulista. Bairros como Mooca, 

Brás e Bixiga, com forte presença 

desta população, criaram um sotaque 

carregado e com um R mais vibrante. 

3. O "chiado" do Rio de Janeiro

(Fonte: Walt Disney/Divulgação)

Já no Rio de Janeiro, o R e o S foram 

apropriados de forma diferente. E a razão 

disso tem a ver com a chegada da corte

portuguesa para o Brasil em 1808.

Neste ano, 15 mil portugueses vieram 

para o Rio junto da corte de Dom João VI

ajudando a definir o jeito que o carioca fala.

Na época, era moda pronunciar o R 

da mesma forma que os franceses faziam, 

como se o som saísse do fundo da garganta. 

Assim, a nobreza ostentava esse 

sotaque que enfatizava o R e fazia 

o S soar próximo ao SH ou X (falando

 "Lishboa" ao invés de "Lisboa").

4. O sotaque do "leite quente

dá dor no dente"

(Fonte: Gabriela Carsten 

Galliano Gabriela/

Carsten Galliano/Medium)

A mescla entre diferentes culturas 

também ajudou a formar um sotaque bem 

reconhecido: aquele que enfatiza o E no fim das 

palavras. É o caso do sotaque de Curitiba

e de parte dos paranaenses, que separam 

bem as sílabas e destacam este E final.

Isto aconteceu por questões geográficas. 

Curitiba, por exemplo, era um intenso 

polo de atração de imigrantes no século XIX. 

Havia na cidade populações indígenas, 

pessoas escravizadas, imigrantes 

italianos, ucranianos e poloneses, 

além do local ser rota de passagem 

para os tropeiros. Como os ucranianos 

e poloneses tinham poucas vogais 

em suas palavras, os imigrantes 

começaram a forçar a 

pronúncia de letras como o E 

para poderem ser entendidos.

5. Influências europeias e 

africanas no Nordeste

(Fonte: Instagram/Reprodução)

O sotaque de Recife foca bastante 

na pronúncia do R, lembrando o uso das 

línguas germânicas. Isto é uma heranca das  

invasões holandesas na cidade no século XVII. 

Mais liberal que a colonização portuguesa, 

o tempo de regência da Holanda em

Pernambuco durou 25 anos, mas deixou

fortes marcas culturais – com ênfase na 

abertura para o conhecimento e 

a liberdade religiosa. 

Outro elemento histórico que influenciou

fortemente os sotaques foi o ciclo do açúcar 

no Brasil no século XVI. Os engenhos,

 muitos deles situados em estados do 

Nordeste, levaram uma grande população 

de africanos escravizados para estes locais.

Eles carregaram consigo sua rica bagagem 

cultural, o que ajudou a formar os sotaques 

nos lugaresonde estavam.

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Parte 2 
Extraído de diversas fontes 
Não há um consenso único sobre o 
"sotaque mais bonito", mas pesquisas 
apontam o Mineiro (cantado e cheio de 
diminutivos), o Baiano (musical e suave),
 o Fluminense/Carioca (chiado e 
descontraído) e o Gaúcho (firme e marcante) 
como os mais charmosos e
desejados, variando conforme o 
critério de beleza e as preferências pessoais. 
Sotaques nordestinos em geral 
são muito apreciados por sua musicalidade 
e carisma.  
Os sotaques brasileiros são um fascinante
mosaico 
de influências indígenas, africanas e europeias 
(portugueses, italianos, alemães, poloneses),
moldados pela migração e pelo isolamento 
geográfico, resultando 
em variações como o "chiado" carioca 
(corte portuguesa), o "R" puxado no interior 
(influência indígena), as vogais abertas do Sul 
(alemães/poloneses) e os termos únicos 
do Nordeste ("oxe", "arretado"). Cada sotaque 
conta a história de um povoamento, com a
 capital brasileira, o interior paulista e o Sul 
recebendo ondas migratórias distintas que 
alteraram a fala local. 
 
O sotaque gaúcho, do Rio Grande do Sul,
 
é conhecido pela forte influência espanhola e 
indígena, uso marcante do "tu" 
(muitas vezes com verbos na 3ª pessoa, 
tipo "tu é"), e 
expressões icônicas como "tchê", "bah", 
"baita", "guri/guria", além de um "R" e "L" mais 
acentuados e um ritmo mais 
"cantado" ou direto. Ele varia entre o interior 
(mais "raiz") e a capital, Porto Alegre, mas 
mantém uma prosódia e vocabulário únicos.  
 Muitas palavras são conhecias somente 
pelos gaúchos, por exemplo:
  • aipim = mandioca.
  • atucanado = atrapalhado, com muitos
  •  problemas.
  • bah = expressão de vasta utilização 
  • em distintos 
  • momentos, podendo ser usada para 
  • expressar 
  • diferentes sentimentos ou impressões, 
  • como surpresa, 
  • descontentamento, aflição ou mesmo 
  • pilhéria.
  • baita = grande.
  • bergamota = tangerina
  • bolicho = boteco.
  • borracho = bêbado.
  • brigadiano = policial da Brigada 
  • (Polícia) Militar
  • cacetinho = pão francês
  • chapa = radiografia ou dentadura
  • colorado = torcedor do Internacional
  • melena = cabelo
  • negrinho = brigadeiro
  • patente = vaso sanitário 
  • pechada = batida, trombada 
  • (entre automóveis)
  • peleia = briga
  • piá = guri, menino
  • pila = palavra regional que dá 
  •  nome a moeda 
  • nacional (ex: 10 pila, 25 pila, sempre 
  • no singular)
  • prenda = mulher do gaúcho
  • quebra-molas = lombada
  • sestear = dormir depois do almoço
  • sinaleira = semáforo
  • tchê = Saudação gaúcha derivada
  •  da palavra “che”, 
  • que em tupi-guarani significa “amigo”. 
  • Expressão de múltiplo uso, podendo 
  • ser empregada antes de 
  • frases, apenas para enfatizar, 
  • ou para chamar a 
  • atenção do interlocutor.
  • tri = prefixo que significa muito
  • (ex: trilegal, tribonita)
  • xis = espécie de hambúrguer consumido 
  • no Rio Grande do Sul, que se diferencia
  • do lanche tradicional por apresentar 
  • vários ingredientes, tudo dentro de 
  •  um pão de maior diâmetro, 
  • comparado ao do 
  • hambúrguer tradicional, e prensado.
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Parte 3
Nesta parte final, faço observações 
um tanto variadas que me ocorrem, 
uma vez que, embora gaúcho, tenho 
vivido em muitos estados brasileiros. 
Em defesa dos gaúchos, e ao mesmo
tempo criticando-os, penso que usar o 
comum "tu vai/quer" é fruto de uma 
certa preguiça ou negligência no falar, 
mas ao mesmo tempo um desejo d
não ser arroganteacredito, porém, que 
todo o gaúcho,com escolaridade sabe  
empregar o tu corretamente... 
por que não o faz é outra questão. 
Particularmente, uso o tu e não o você, 
teu é claro, enquanto que o seu 
acho que pode ser confuso, se estamos
nos dirigindo à pessoa com quem 
estamos falando ou a uma outra, 
 dele, podendo incorrer em 
ambiguidade.
Percebo, por exemplo, que o emprego
de mau e mal pode ser um problema  
de modo quase geral, pela pronúncia 
parecida do udo l...
Nós, gaúchos, talvez pela proximidade
com países de língua espanhola, movemos 
a língua ou para baixo ou algumas pessoas 
para cima ao pronunciar o l, 
enquanto que o u envolvemos os lábios
para pronunciá-lo, como too brasileiro.

Comento igualmente algumas 
observações relacionadas aos 
idiomas português do Brasil 
de Portugal.
Quanto às diferenças entre o português  
de Portugal e dBrasil, limito-me a comentar
a letra E, por exemplo:
Enquanto o português pronuncia omitindo-a
"El é uma pssoa... viv na casa numro set",
nós, brasileiros, pronunciamos 
"Ele é uma pessoa... vive na casa 
número sete".
******* 
E quanto ao inglês, idioma da União 
Europeia, tenho concluído que 
pessoalmente falo algumas 
palavras como americanos falam 
e outras como ingleses falam.  
(Underground, subway... há 
muitas variações).
E finalizando, penso que muitas 
pessoas de língua inglesa poem ser
chamaas e complacentes (benevolentes,
obsequiosas), uma vez que aceitam o seu 
idioma ser falado muitas vezes com 
má pronúncia e, o pior,com muitos 
erros, sem se queixarem.
 
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