Paulo Franke

21 fevereiro, 2026

Parte 37 - Casos Curiosos ReveR - Automoveis

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Este calendário antigo em ferro, com um carro de Paris, presente de minha filha Martta,  inspirou-me a ReveR duas postagens antigas sobre Carros...


... também olhar aqui no meu canto as duas cartas de motorista que tive no exterior ... com pena que as brasileiras nao mais possuo.

O leitor topa ir comigo através desta maxi-postagem? 
Dispensemos, como no passado, o cinto de segurança e vamos!


08 junho, 2020

1a parte - CARROS e eu (que carros mesmo?!...)


Afinal, este menino de 1 ano (?), com cabelo à la Beatle, que segura 1 carrinho enquanto olha 1 avião passar e levanta-o como se fosse 1 avião, quando crescer será 1 piloto de fórmula 1 ou 1 piloto comercial?? Nem 1 nem outro... tornou-se 1 condutor de pessoas para Deus.


Para meu pai, carros europeus eram superiores na lataria do que qualquer outro, assim estava satisfeito com o seu Austin A-40. Enquanto os parentes iam trocando os seus por modelos made in Brazil, da emergente indústria automobilística nacional, ele continuava com o seu pequeno Austin britânico.




Pois bem, enquanto vamos conversando sobre automóveis, transcrevo o artigo "Uma parábola moderna", de Muriel Larson, que publiquei quando era editor de uma publicação nossa. A ilustração mostra o escultor Fernandez Arman, que pode ser visto diante de seu "monumento": 60 carros velhos imprensados em 1.500 toneladas de concreto. A curiosa torre foi construída em dois meses e está situada em um centro de arte contemporânea no oeste de Paris (como a publicação é de 1983, fico em dúvida se a "obra de arte" ainda permanece).
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Uma parábola moderna
Era uma vez um lindo carro, um modelo esporte. E passo a contar a história de como este carro veio a existir. Parece que há muito tempo havia um pequeno pedaço de metal no pó. Certo dia este pedaço de metal cansou-se de ficar sozinho o dia inteiro. Então escorregou para junto de outros pedaços de metal e não é que se tornaram uma bateria? Portanto, tornou-se algo vivo e com muita faísca.
Continua...
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Eis o meu primeiro carro, um Morris-Austin nem me lembro de que ano, comprado quando vivíamos em um lugarejo no meio de uma ilha chamada Åland, província da Finlândia de língua sueca. De segunda-mão, era qual um cão fiel que nunca me deixava na mão. Enquanto carros modernos quando da chegada da neve precisavam ser ligados a uma tomada durante a noite fria para, aquecido o motor, funcionarem na manhã seguinte, o nosso "boa índole", como o chamávamos, nunca precisou disso, e funcionava assim que eu virava a chave de ignição.


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... Mas uma bateria sozinha não serve para nada. Então a bateria pensou e pensou e começou a formar um corpo para contê-la (supõe-se que teve um certo auxílio de elementos em tudo isso). Foram então acrescentados um motor, um radiador e outras partes. Após um tempo, o corpo desenvolveu pára-choques. Debaixo do corpo formaram-se os eixos.

continua...

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Então, em certa manhã de inverno fez 20 graus negativos na ilha. Quando liguei o leal "boa índole", ele simplesmente não respondeu - pifara a bateria... Senti naquele momento como ele me dizendo: "Bem, com uma temperatura dessas não tenho perdão?" Perdoei-o e, como não havia ônibus naquela hora da manhã, caminhei até o local de trabalho abrindo caminho na neve alta durante uma hora. Ah, nossa família tem muitas recordações do nosso primeiro automóvel cujas portas não trancavam e cuja chave se recusava a ser retirada - pra disfarçar, eu punha sobre ela uma luva. Mas quem o roubaria, afinal? Uma porque era um carro muito velho, e outra porque roubo de carros na ilha era algo desconhecido.


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Eis que, passados muitos anos, o final de cada eixo foi agraciado com uma roda. No princípio essas rodas eram apenas elementares, mas eis que se desenvolveram em lindas rodas de borracha (com excelentes bandas de rodagem!). Agora o carro movia-se de lugar para lugar, em grande estilo.

continua...
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SF = Suomi-Finland (Suomi, o nome do país em finlandês).

Um dia, antes de a neve cair naquele inverno de 1992, chegamos à conclusão de que o nosso "boa índole" não aguentaria mais um inverno e o vendemos bem barato. Alguns adolescentes com pouca grana o compraram para "fazer bagunça" com ele, o que ficamos sabendo penalizados. Assim comprei o meu segundo e último carro, na vida, um Toyota usado. Prateado como vimos muitos carros do Brasil, inteirinho e bonito, se bem que um pouco pequeno para a família, mas tudo bem.

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Um belo dia, encontrou uma fonte de gasolina ali perto e bebeu-a! Então, a bateria enviou uma faísca e - wroomm - lá se foi o carro... Ainda outras coisas foram acrescentadas ao longo dos anos: assentos (com cintos de seguranca), luzes (brancas e vermelhas) e uma sonora buzina! Finalmente podia exibir-se. E deviam ouvir o modo como buzinava aos outros carros que também passaram a existir!
continua...


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Em 1985, quando fomos trabalhar no Exército de Salvação dos Estados Unidos, foi-nos dado para dirigir um lindo Chevrolet quase 0km. Que satisfação sair pelas autoestradas americanas dirigindo um carro daquele tipo, principalmente para minha mulher que gostava de carros automáticos! Olhem o meu olhar de satisfação naquele outono, encostado ao Station Wagon de cor azul! Tínhamos também uma van com a qual transportávamos crianças e velhinhos da comunidade para as nossas diferentes atividades.


Sem o know-how de neve que tenho hoje, acordar e ver pela janela os carros cobertos de neve significava uma mão-de-obra para limpá-los antes de sair para o trabalho.

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Bem, esta é a forma pela qual este carro esporte acreditou que veio a existir. Mas existe alguém chamado homem que tem uma história um tanto semelhante de como veio a existir. Ele acredita que evoluiu de um pequeno pedaço de matéria.

Continua...

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Meu rosto sério, na foto tirada no mesmo dia, mostra que o exame escrito para obter a carta de habilitação americana não considerei muito fácil... Mas a obtive, felizmente. Não possuo nenhuma carta vencida do longo tempo em que dirigi no Brasil, pois cada uma foi retida como de praxe quando a nova é expedida, inclusive minha última aqui na Finlândia. A atual, finlandesa, do ano de 2000, é válida até o ano de 2013. Por não termos veículo no presente local de trabalho, andamos de bicicleta, um excelente exercício! Foram-se os carros, mas continuam as rodas...

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Mas existe Alguém chamado de O Deus Eterno que criou o homem. Felizes os que têm conviccão de que foram criados por Ele! Algo como achar que o carro é ridículo em imaginar que uma invenção tão complexa quanto o automóvel poderia ter vindo a existir por si mesma.

Continua...

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Dirigi no Brasil muitas Kombis, em Portugal uma "carrinha" como eles chamam. Quando trabalhamos na cidade finlandesa de Vaasa, dirigíamos, tanto Anneli como eu, uma grande van Fiat . Com ela transportávamos pessoas idosas regularmente e também a enchíamos de mantimentos para os pobres no dia anterior ao da distribuição. Larga experiência de chauffeur!

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Parece que qualquer pessoa com bom-senso pode ver qual é a verdade. Você tem dúvidas de que foi o homem que inventou o carro? Então, como pode duvidar ter sido Deus o real Criador do homem?


The End

(ou... um novo início para você no caminho glorioso da fé?)

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Nosso neto, viajando para Portugal, faz escala no aeroporto de Copenhagen e posa diante de um Porsche. Ao lado na exposicão, uma Ferrari vermelha (agosto 2009).


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Imaginem, os profetas antigos já profetizavam acerca de automóveis! Veja isto: "Os carros passam furiosamente pelas ruas, e se cruzam velozes pelas praças; parecem tochas, correm como relâmpago." (Naum 2.4)

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Dois carros do estacionamento do nosso prédio em cores modernas; o primeiro, embora a foto não mostre a cor real, é um Volkswagen bege muito claro.


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Um sábio conselho de pára-choque de caminhão:
"Seja paciente na estrada para não ser paciente no hospital"

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Anúncio de carros novos e usados do jornal de hoje. Ainda que existam muitos carros com as cores do momento, isto é, preta e prateada como no Brasil, a frota finlandesa é diversificada em suas cores, como marrom-caramelo, verde-musgo, azul celeste etc., talvez para quebrar a monotonia do longo inverno branco.


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E pra finalizar, um carro que fotografei na Universal Studios e que me lembrou vagamente de um dos carros que meu avô tivera.

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2a parte - CARROS... lembranças e mais lembranças


Tendo publicado a primeira parte há alguns anos, volto a postar sobre CARROS... ou "auto" como dizíamos no passado gaúcho e também "auto" como falam os finlandeses. "Carros" eram de bois...


Gosto muito desta antiga foto de meus pais - ele de botas e minha mãe sentada ao lado da sogra, nos anos trinta. Parentes se reuniam para fazer piquenique nos finais de semana, em tempos quando eu nem era nascido. E me pergunto... como cabiam todos os da foto em dois Fords-de-bigode?



Meu avô não ficou só no Ford-de-bigode, evoluiu para este da foto!


Mas eu me lembro de ficar na casa de meus padrinhos quando meus pais viajavam.  Íamos no Ford-de-bigode dele e ao atravessar qualquer riozinho, parávamos para colocar água no radiador, isto sem falar nas manivelas que ele precisava dar depois de qualquer parada. Numa dessas idas ao sítio, brincando no meio dos eucalíptos, não percebi uma cerca de arame farpado e rasguei meu rosto, cicatriz bem nítida quando era jovem e agora que outros mal percebem, eu sim.



Sou "tão antigo", que me lembro de quando Fuscas tinham este tipo de vidro traseiro e de uma família judia vizinha que possuia um igual.



Difícil, mas encontrei um Fusca conversível em Viena.


Dando um pulo no tempo - sim e não - quando fui a Hollywood em anos recentes, admirava museus de estúdios... este no da Warner Bros.,  um carro de filme antigo que também rodava no Brasil.


O chamávamos de "rabo de peixe"... Lembro-me de que o bispo católico de nossa cidade possuia um na cor preta. E nas passeatas do meu colégio, que era "adversário" do colégio católico, alguém empunhava uma faixa com o desenho do carro do bispo e a inscrição "Largo demais para entrar na estrada do céu!"


Sem cintos de segurança, claro! Gosto quando comentam no Facebook... "e sobrevivíamos!!"


Kombi foi o carro que mais dirigi na vida, tanto no Exército de Salvação no Brasil quanto em Portugal, que chamam de "carrinha".



Muito usada no ES, aqui indo nela para a primeira campanha dos cadetes (seminaristas), no Rio de Janeiro, em 1964.


Mas quando dirigi o Corpo salvacionista do Bosque, em São Paulo, na década de 70, comprei o primeiro carro que a igreja tivera, um Fusquinha amarelo. E nele levava os "aspirantes" Torben e Vilma para venderem o jornal - Brado de Guerra - nos restaurantes, do que ele não esquece até hoje.


E nossa família lembra com saudade do Fusquinha verde do meu sogro e do quanto dele gostava! Quando ele faleceu e nós viemos para a Finlândia, meu filho o dirigia para minha sogra.


O Fusca do "Picnic" na inauguração do Shopping Center de Hämeenlinna, onde vivemos.



E falar no atípico shopping de nossa cidade, ele foi construído sobre uma rodovia, não atravessado mas ao longo - 220m - da mesma.


Atípico também é este restaurante em um shopping de São Paulo!


Gostei desta caminhonete quando visitei Heidelberg, minha cidade preferida da Alemanha.


Admirei-me de ver Citroens antigos ainda rodando em Paris!


Em Varsóvia, Polônia, chamou-me a atencão este carro.


Este Citroen dirigi mesmo...


Sentado no banco dianteiro do carrinho na visita ao estúdio da Paramount Pictures, em Hollywood.


Achei interessante isto e trouxe para cá... "Famosos que dirigem carros de pobre"...


No museu do Iate Britânia, em Edimburgo, vi o Rolls-Royce que a rainha usava em suas visitas a países; mais tarde, ela o "aposentou" e usava carros providenciados pelos próprios países que visitava. Hoje ele é acervo do museu do Iate.


Acho que foi no estúdio da MGM que deparei com carros do Batman.


Idem


O ator que todo o jovem queria imitar nos anos 50, amava seu Porsche... mas foi em um acidente com ele que perdeu a vida tão jovem. Em Hollywood existe uma tour que leva ao exato local onde ocorreu o acidente.


Em Santa Monica-CA chamou-me a atenção este carro moderníssimo. 
Os manobristas brasileiros de um restaurante estavam com dificuldade de alguma coisa, pois nem me deram importância quando me disse brasileiro também.



Nunca fui "vidrado" em carro, mas por que não uma pose no carro de um parente do Brasil?


O último carro que dirigi. Quando chegou pelos correios um formulário para renovar minha carta de motorista, rasguei-o em muitos pedaços... dirigir em país onde cai neve em profusão não faz o meu gênero.

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Lembro-me do que li há muitos anos, no tempo em que acidentes nem pareciam tão naturais ou frequentes em comparacão com o que ocorre atualmente. Um ser maligno quis descobrir um meio de matar o maior número possível de pessoas. A doenca provou ser uma meio eficaz, mas não tanto... A guerra pareceu um meio infalível, mas não tanto... Tentou outros métodos que não se mostraram producentes. Então inventou o automóvel.
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"Seja paciente na estrada para não ser paciente no hospital."

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Encruzilhada e ... cruz... aprecio este desenho que expressa calma, o contrário de engarrafamentos!

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The last but not the least
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Minha filha dirige uma hora até chegar ao seu trabalho como professora de inglês e sueco em uma escola em outra cidade. Gosto quando ela manda videos ouvindo músicas enquanto dirige... escute:

https://www.facebook.com/martta.franke/videos/10210778876013557

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Acrescentando lembranças, antigas e atuais...


Lembro-me de Jeeps antigos rodarem normalmente pela cidade...

A história da Jeep® começou em 1940, quando o exército dos EUA solicitou um veículo 4x4 leve e robusto para a Segunda Guerra Mundial. O modelo Willys MB, produzido a partir de 1941, tornou-se um ícone militar. Após a guerra, a marca evoluiu para veículos civis (CJ) e é hoje parte do grupo Stellantis.




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Nunca aluguei um carro, mas com meu neto JV foram duas vezes... em Israel, acima, e na Lapônia, recentemente.

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Com o sobrinho Tiago, em S.Petersburgo, e ao fundo limousines alugadas para casamentos.

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Acima e abaixo, carros americanos antigos podem ser vistos no verao na nossa cidade, que possui muitos colecionadores dos tais.



No inverno a história é outra...

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Carro estranho também roda por aqui.

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Cantinas salvacionistas que atuam em tragédias ou emergências...


como no terremoto do México, em 1986, em que participei com a equipe americana.


Também na cantina com o acidente da TAM.

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Um dos carros antigos que meu sobrinho Roger  coleciona.

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Norman Rockwell, meu desenhista preferido!

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Carros emprestados...

Em Rio Grande, o saudoso amigo Jurandyr Charäo emprestou-me um Maverick para levar minha esposa ao hospital quando sentisse as dores do parto.  Depois, seu Galaxie para passear com meu irmao que nos visitava.

Mas depois compramos para o Corpo de Rio Grande, uma Kombi, seu primeiro carro.

Em Foz do Iguaçu, meu primo Marcos B. Franke emprestou-nos seu carro para ver as quedas e outros locais.

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Recordo-me de antigamente no Rio Grande do Sul quando dirigir dizia-se "governar"!!

Quando taxi se chamava "carro de praça"...


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