Ela escondeu criancas judias durante a guerra

Quando as forcas nazistas ocuparam a Holanda em 1940, a Capitã Alida Bosshardt trabalhava no Lar de Criancas do Exército de Salvacão (Leger des Heils em holandês) em Amsterdam, que estava situado no meio do quarteirão judaico. Os nazistas proibiram a continuacão do trabalho; uniformes não podiam ser usados e dinheiro e prédios salvacionistas foram confiscados. Mas o Exército não se rendeu. A fim de continuar a desenvolver o seu trabalho, todas as criancas foram distribuídas entre diversas famílias. O Exército recusou-se a tornar-se parte do "Winterhulp", uma organizacão que foi iniciada pelos alemães. No início de 1941 três meninas judias, chamadas Hendrina, Dimphina e HelenaTehorst, vieram para o orfanato dirigido por Alida. Também a mãe dessas meninas, que estava grávida, encontrou asilo temporário no lugar. Depois do nascimento da menina, que foi chamada de Rosa, o orfanato foi obrigado a fazer parte da Winterhulp dos nazistas. A Capitã Bosshardt fugiu com suas 70 criancas, muitas das quais judias, para a parte norte de Amsterdam. Em julho de 1943, essa parte de Amsterdam foi bombardeada pelos alemães, mas nenhuma crianca foi ferida. De trem ou a pé, foram para outra parte do país onde as criancas viveram em dez diferentes lugares. Elas foram forcadas a usar tantas roupas quanto pudessem vestir, embora fosse verão. A crianca mais velha sempre tinha de carregar uma panela e cuidar muito bem dela, embora não soubesse a razão. Somente depois da guerra lhe foi contado que na panela estavam escondidos dinheiro e cupons de alimentacão. Durante muitas ocasiões em que tiveram de deslocar-se para outro lugar, o bebê Rosa foi escondida debaixo de cobertores por motivo de seus tracos judaicos. Não havia dinheiro suficiente para alimentar as criancas, assim a Capitã Bosshardt saiu para coletar alimentos, o que era proibido. Ao fazer isso, foi certa vez delatada e detida em um tipo de prisão dos alemães. Depois de duas semanas, no entanto, a pessoa que a interrogava "esqueceu-se" de trancar a porta atrás de si e a Capitã Bosshardt saiu por ela e chegou à rua. A resistência holandesa deu-lhes enderecos confiáveis onde as criancas pudessem permanecer, sem que fossem localizadas pelos nazistas.. Ela conseguiu lugares para mais de 75 criancas judias. Durante o intenso inverno de 1944, a Capitã foi diversas vezes ao interior do país, pedalando sua bicicleta sobre o gelo, para tentar conseguir alimento. Ao coletar, às vezes recebia cigarros, os quais trocava por batatas. Ela não contou isso aos líderes do Exército de Salvacão pela posicão de abstinência ao fumo e ao álcool, até hoje sustentada pela obra.
Durante a Segunda Guerra Mundial, a Capitã Bosshardt conseguiu com que as quatro irmãs Terhorst ficassem juntas, sob suas asas. Hendrina, Dimphina, Helena e Rosa escreveram para o Yad Vashem Comitê: "Embora nada tivesse, a Major Bosshardt conseguiu dar-nos um sentimento de calor e protecão durante a guerra. Ela é como uma mãe para nós e ainda nos chama de 'suas filhas'. Devemos as nossas vidas a ela, bem como às de nossos filhos e de nossos netos". O prêmio Yad Vashem Award (Justa entre as Nacões) é a mais alta condecoracão conferida pelo Estado de Israel. Mais do que 11.000 pessoas o têm recebido, 4.300 das quais vivendo na Holanda. Em abril de 2004, o Embaixador de Israel, Eitan Margalit, passou a medalha e o certificado às mãos da Tenente-Coronel Bosshardt, no Quartel Nacional do Exército de Salvacão em Almere, Holanda.
Ruud Tinga
Editor-em-Chefe
Strijdkreet
Alida, que nunca deixou de usar o antigo chapéu do Exército de Salvacão (hoje acervo de "museu"), recebe sua condecoracão do embaixador de Israel na Holanda.
Pelo menos há quatro décadas, Alida trabalhou na Red Light de Amsterdam, ajudando mocas a abandonarem a prostituicão. Certa vez se fez acompanhar àquele distrito da princesa Beatrix (foto), que passou a ser sua amiga, acontecimento esse que teve repercussão internacional.
Alida Brosshardt foi "promovida à glória" - termo usado pelos salvacionistas referindo-se a quem parte desta vida - há poucos meses, na Holanda, sua terra natal.O Exército de Salvacão marchou às ruas acompanhando o carro fúnebre, depois de um culto em sua memória onde estavam presentes autoridades e membros da realeza, além de colegas salvacionistas e mesmo de pessoas às quais ajudou durante o seu extenso ministério. Milhares de pessoas pararam nas ruas para homenagear àquela que foi chamada de "o anjo de Amsterdam".
Em tempo:
Alida, que recebera a distincão da "Ordem do Fundador William Booth", mais recentemente foi dado a um avião da KLM o nome "Major Alida Bosshardt", além de sua figura em cera ter sido incluída no Museu Madame Tusseau, em Amsterdam.


5 Comments:
Dizem q é na dor q se extraem grandes bençãos, a vida de Alida e de muitos outros q ajudaram nosso povo é verdadeira benção.
Um forte abraço amigo Franke.
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phillip, at Terça-feira, Novembro 27, 2007 11:52:00 PM
Obrigado, caro Phillip, por mais este comentário. Tenho em mente postar ainda mais dois sobre pessoas que ajudaram os judens na 2Guerra Mundial. Se os judeus soubessem o quanto milhares e milhares de cristãos os amam! Aqui na Finlândia é impressionante o amor pelos judeus e pela nacão de Israel!
Shalom, querido amigo!
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paulofranke, at Quarta-feira, Novembro 28, 2007 5:44:00 PM
Mulher heroína,Internacional. Gloriosa pelas suas atitudes morais,fraternas,corajosa e espirituais.Um lindo depoimento para toda nação. O mundo necessita de outras mulheres semelhantes a essa grande aliada ao povo necessitado. Parabéns Guerreira, que Deus a retribua com todos os valores diante de Cristo.
Um grande abraço Paulo e obrigada por conhecer essa fortaleza. Feliz Ano Novo pra você e toda família.
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maria pereira, at Sexta-feira, Dezembro 28, 2007 12:06:00 AM
Franke, é tão bom poder ver e ler coisas que nos edificam. Como sempre seu blog é uma grande benção.
Obrigada por seu carinho e exemplo ao longo destes anos.
També a ti e a tua família um grande abraço de um Feliz 2008.
Ilaíde
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Ilaíde, at Sexta-feira, Dezembro 28, 2007 4:38:00 PM
Exemplo de garra ,amor ao pr´ximo...pessoas como essa senhora que nos fazem acreditar ainda na humanidade!Meus deus...que luta e força essa mulher teve e passou para as crianças...fico feliz ao saber de sua existência...ela e Miep Gies...nos fazem acreditar que poderemos ter um mundo melhor...em meio a tanto horror que essas pessoas inocentes passaram!
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evelize, at Terça-feira, Setembro 23, 2008 7:22:00 PM
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