Paulo Franke

06 maio, 2008

Quando, como e por que ingressei no Exército de Salvação?

Muitos amigos - não só do Orkut - perguntam-me a razão pela qual ingressei no Exército de Salvação. Muitos simplesmente seguem os passos e o bom exemplo de seus pais salvacionistas e permanecem nas "fileiras". Meus pais eram da Igreja Episcopal Anglicana, portanto não foi esse o meu caso, ainda que tenham sido pessoas de fé e integridade cujo exemplo tem norteado minha vida até os dias de hoje, pelo que agradeço a Deus.


Corria o ano de 1961. Eu tinha 18 anos e morava com minha família na cidade de Pelotas-RS. Embora frequentando a igreja, cantando no coral e tendo bons amigos nela, um vazio no meu íntimo começou a gritar alto. Essa insatisfação tinha muito a ver com o meu futuro. Era também uma inquietação com relação ao chamado de Deus para trabalhar para Ele em tempo integral, o que sentia de quando em quando mas não entendia claramente - apalpava o caminho à frente sem encontrar uma porta sequer. Ou uma encruzilhada de caminhos a escolher, mas um muro intransponível que me fazia nada encontrar a não ser tristeza em uma época da vida que deveria ser marcada por alegrias. Embora dissessem ser uma fase natural na juventude, isso não me consolava.


Naquele ano, nos típicos bailinhos da mocidade que eram realizados nas casas de amigos, conheci um rapaz que namorava uma prima e que se tornou meu amigo. Logo comecei a sair com ele e com os amigos dele a lugares que jamais frequentava com os amigos da igreja. Descobri assim as “luzes da vida noturna” mesmo da minha naquele tempo pequena cidade. Era “maravilhoso” ir a barzinhos e beber, por exemplo, whisky e vodka, com esses novos amigos e, claro, sempre com um cigarro entre os dedos. A alegria era passageira, mas válida, mesmo que o vazio e a insatisfação gritantes logo retornassem para serem meus reais companheiros. Ao dar este testemunho também em inglês algumas vezes, dividi-o em três partes, usando a letra B três vezes.
B A R

Aconteceu em uma noite de sábado, no Bavária Bar, que ainda está lá na Rua Sete de Setembro. Já estava um tanto “alto” na companhia de meus novos amigos quando, de repente, vi à frente da mesa onde estávamos um homem fardado oferecendo-me um jornal. Apressei-me a comprá-lo por reconhecer o Exército de Salvação de cujo Lar de Meninos meu pai era benfeitor (ver “Meu encontro com a filha de Charles Chaplin” no Índice de todos os meus tópicos). De fato, além da existência do orfanato nada mais sabia a respeito daquele Exército.
A figura daquele homem, aparentando ser um estrangeiro, e seu gesto cristão “diferente”, a ponto de ir a um lugar onde a bebida rolava solta, me impressionou positivamente. A fumaça de meu cigarro se dissipou, o sabor da bebida depois de algumas horas também, mas a lembrança daquele homem de Deus não me abandonou.

No dia seguinte mostrei à minha irmã o jornal, contando-lhe a experiência que tivera na noite anterior. Apressadamente ela o leu e escreveu ao endereço em São Paulo, respondendo a um pequeno anúncio que apelava a jovens oferecerem-se ao “oficialato”, cursando o "Colégio de Cadetes" (seminário) e dando suas vidas inteiramente ao trabalho de Deus nas fileiras salvacionistas. Poucas semanas depois, enquanto eu estava no trabalho, aquele homem que me encontrara no bar, juntamente com sua esposa, visitou minha irmã.
A “dose da injeção do Senhor" não fora suficiente e eu certamente precisaria de outras doses, pois aquele encontro no bar ou mesmo o impacto inicial que eu tivera foram caindo no esquecimento rapidamente. O jornalzinho, porém, ficou guardado no meu armário.
B O M B

Ainda no ano de 1961, com aqueles mesmos amigos fui ao cinema naquela tarde de domingo, sem saber a que filme assistiríamos. O importante é que após o cinema estenderíamos a algum barzinho para bebermos, o que estava se tornando um hábito. Mas hoje concluo que Deus queria pôr um fim imediato no mau caminho pelo qual eu estava enveredando, pois tudo de fato aconteceu muito rapidamente.
O filme de ficção científica, enfocando o tempo da Guerra Fria, era “do meu estilo”, preto-e-branco, dramático, depressivo e cheio de desesperança. Combinava com o meu estado de espírito, que poderia ser traduzido por “Comamos e bebamos que amanhã morreremos.” Afinal, a vida era isso mesmo, uma brincadeira sem sentido, assim a encarava.
Nas cenas finais do filme aconteceu a “segunda dose da injeção do Senhor” para mim. Pregando uma mensagem de esperança ao povo australiano em desespero pela proximidade da nuvem radioativa que já exterminara a humanidade, lá estava o Exército de Salvação. Em uma faixa sobre o grupo, cantando e tocando seus instrumentos, estava escrito: “Ainda há tempo, irmãos!” (There still time, brothers!). Então, poucos minutos antes do The End, a faixa continuava lá ao sabor do vento agora contaminado, mas a população, como em outras partes do mundo, desaparecera sem deixar nenhum vestígio.
“Um dia eu vou pertencer a este Exército!”, disse aos meus amigos à saída do cinema. Seus risos e brincadeiras não me afetaram à minima. No bar o gosto da bebida parecia ter mudado… é que no meu interior alguma coisa superior estava acontecendo, como que a mensagem da faixa dizendo-me "Ainda há tempo para ti, Paulo!"
(Um complemento deste tópico "Bomb" poderá ler no final desta postagem)

B U S

Em janeiro de 1962 tive minhas férias do trabalho. Dali a dois meses eu faria o serviço militar. Planejei, então, fazer algo radical e arrojado: tomar um ônibus Porto Alegre-Rio de Janeiro, da Empresa Nossa Senhora da Penha, e visitar uma querida tia-avó que se mudara para a distante Cidade Maravilhosa. Com 19 anos, nunca de fato saíra de minha cidade de Pelotas, a não ser para ir à capital Porto Alegre. Que aventura seria conferir as belezas do Rio, o que fiz por algumas semanas acompanhado também de duas primas.
Mas o dia de voltar para o sul chegou; em poucas semanas esperava-me a nova vida como soldado do Exército Nacional. Jamais imaginaria que uma nova vida também me esperava, dessa vez como soldado do Exército de Salvação!

Da janela do ônibus onde ainda entravam passageiros, vi um jovem uniformizado despedindo-se de sua família. Pertenceria ele ao Corpo de Bombeiros? Ao aproximar-se de seu assento bem próximo ao meu percebi tratar-se de um membro do Exército de Salvação. "Novamente?" perguntei a mim mesmo, mas com um tom de alegria e certa expectativa, vendo a mão de Deus em mais este encontro com aquele "tal Exército".
Naquele tempo a viagem do Rio de Janeiro até o Rio Grande do Sul durava cerca de 35 horas (incluindo o trecho Porto Alegre-Pelotas). E foi aí que recebi “a terceira dose da injeção do Senhor”. Tempo havia de sobra para conversar com aquele jovem quase da minha idade, com a marcante diferença de que ele possuía um grande ideal e eu de convicção somente que em poucas semanas eu usaria um uniforme também, mas da cor verde… nada além disso.
O jovem oficial salvacionista, por “incrível coincidência”, dirigia-se à minha cidade para assumir a direção do Corpo salvacionista local. O que significava um Corpo? Como ele ingressara no Exército de Salvação? O que iria fazer na minha cidade? O que significa mesmo esse estranho Exército de Salvação? Essas e muitas outras perguntas fiz a ele no decorrer da longa e interessante viagem.
E assim chegamos a Pelotas e nos despedimos. Eu estava munido do endereço do Corpo (igreja) e dos horários das reuniões (cultos). Na semana seguinte, acompanhado de minha irmã, adentrei a porta do Exército de Salvação... onde estou até hoje! Minha tristeza desapareceu e deu lugar à alegria, deixar o cigarro (de fato, nunca fui viciado em fumar) foi fácil, também a bebida ao ingressar nesse Exército cujos membros são abstêmios totais. A falta de entusiasmo e motivação pela vida foram substituídos por uma vontade imensa de viver para fazer a vontade de Deus, agora a minha Alegria maior! A Jesus Cristo, que de fato sempre amara, agora O amava ainda mais e queria seguir à risca os Seus ensinamentos e preparar-me para segui-lO em tempo integral, cursando o Colégio de Cadetes em São Paulo e tornando-me um oficial, o que aconteceu dois anos após, em março de 1964, quando me despedi de minha família e amigos e embarquei para São Paulo, iniciando-se uma vida de aventuras na qual estou envolvido até hoje.

Concluindo...

Em 1973, antes de casar-me, fui a Londres fazer um curso no Colégio Internacional de Oficiais. O diretor do colégio, que por três meses reúne oficiais dos quatro cantos do mundo, chamava-se Albert Mingay. Quando em uma noite foi a minha vez de dar o testemunho B-B-B, que você acaba de ler (espero...) ao finalizar o diretor, visivelmente tocado com minhas palavras, quis falar. E contou surpreso e maravilhado a seguinte história:

Em 1958 ele foi o chefe do The Salvation Army (Exército de Salvação) da parte sul da Austrália. Certa vez, uma equipe da Metro-Goldwyn-Mayer visitou seu escritório em Melbourne, solicitando-lhe salvacionistas autênticos para fazerem parte das cenas finais de um filme que estava sendo rodado naquela cidade, On the Beach (A Hora Final), baseado em uma obra literária do australiano Nevil Shute. Albert Mingay consentiu e quando os salvacionistas estavam ensaiando veio-lhe à mente uma idéia para dar mais impacto à cena. A sugestão foi aceita pelo famoso diretor do filme, Stanley Kramer. E assim foi colocada uma faixa sobre o grupo com os dizeres que tanto tocaram a mim, um rapaz sem rumo, vivendo do outro lado do hemisfério sul, que fora ao Cine Capitólio na sua cidade: "There's still time, brothers!" (Ainda há tempo, irmãos!).

Tendo contado tudo isso, pergunto ao leitor: Como não crer na direção de Deus em nossas vidas? Como achar que tudo é simplesmente obra do acaso? Gosto imensamente das palavras de um coro que escolho para finalizar meu depoimento:

Olho em tudo e sempre encontro a Ti; estás no céu, na terra, onde for; em tudo o que me acontece encontro o Teu amor, não posso mais deixar de crer no meu Senhor. É impossível não crer em Ti, é impossível não Te encontrar, é impossível não fazer de Ti meu ideal!



O filme "A Hora final", de 1959, a que assisti naquela tarde de domingo com amigos...





Em 1981, quando fui a Melbourne, Austrália, ao tomarem conhecimento do ítem Bomb do meu testemunho, conduziram-me ao exato local onde as cenas finais do filme foram feitas. E minha foto e história viraram capa no jornal do The Salvation Army australiano.






O inglês John Fisk - o homem que Deus usou para encontrar-me no no Bar - com sua esposa Christine e filhinhos nascidos no Brasil.






Sidney Campos no dia de seu casamento com Doreen Shaw, missionária australiana que trabalhou como missionária no Brasil. Com Sidney viajei no ônibus (Bus) voltando de férias. Foi "promovido à glória", termo salvacionista usado para os que morrem, em 1978, com apenas 38 anos. Doreen vive na Austrália com a filha Claudinéia (Neinha), minha amiga no Orkut.

Com minha bonita irmã, que ingressou no Exército de Salvação comigo, em 1962.


Em março de 1964, em plena Revolução, houve uma revolução em minha vida um tanto pacata, ao viajar para São Paulo para cursar o Colégio de Cadetes juntamente com outros jovens seminaristas, "Os Pregoeiros da Fé" (foto).


Em janeiro de 1966, aconteceu o nosso comissionamento como oficiais (ordenação como pastores/as), e fui nomeado para liderar o Corpo de Joinville-SC.




Como solteiro trabalhei nas cidades de Joinville-SC, Campos-RJ, São Gonçalo-RJ, São Paulo-SP, Brasília-DF e novamente São Paulo, onde em 1972 conheci uma tenente que trabalhava em Nova York e que viera visitar de surpresa seus pais, missionários finlandeses que trabalhavam no Brasil. (Procure no "Índice de todos os meus tópicos" o tópico Ritva Anneli Hämäläinen Franke)



Em 30 de setembro de 1973 casamo-nos no Corpo Central de São Paulo (noivas oficiais salvacionistas em todo o mundo não usam vestido de noiva, mas o uniforme no dia de seu casamento).
Por ter sido abolido no Brasil o uniforme branco, por razões econômicas o uniforme mais usado em tais ocasiões é o azul-marinho). Como casados trabalhamos em Curitiba-PR, Rio Grande-RS, Porto Alegre-RS, Lisboa (Portugal), São Paulo-SP, Perth Amboy-NJ , Fall River -MA USA - Jacutinga-MG, Åland (Finlândia), Pelotas-RS, Joinville-SC, São Paulo-SP, Helsinki, Vasa e atualmente Hämeenlinna (Finlândia)


Um poster que muito me inspirou e motivou ao decidir ser oficial do Exército de Deus.


E concluindo pergunto ao amigo leitor: Com vai a sua vida com Deus? Quem sabe a foto acima é a experiência atual de alguns. O mais importante na foto, porém, não é a situação deplorável mas o nome do barco: Try Again, cuja tradução é Tente Novamente, pois... ainda há tempo, irmãos!


"Buscai o Senhor enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto. Deixe o perverso o seu caminho, o iníquo os seus pensamentos, converta-se ao Senhor, que se compadecerá dele, e volte-se para o nosso Deus, porque é rico em perdoar."

Isaías 55:6-7

15 Comments:

  • Muuuuuuuito legal!!!

    By Blogger saulo, at quarta-feira, maio 07, 2008 1:24:00 AM  

  • Oi Major,

    Já conhecia seu testemunho verbalmente mas relê-lo aqui de forma estruturada e cheia de fotos e comentários é de dar calafrios (daqueles positivos).

    O filme "On the beach" também é muito especial para mim mas nem chega aos pés da sua história.

    Abs,

    Tiago

    By Anonymous Tiago Luchini, at quarta-feira, maio 07, 2008 11:00:00 AM  

  • Parabéns colega Paulo!
    Você sempre consegue me comover. Ver minha foto ao seu lado e dos nossos colegas me pergunto:- "o que fiz da minha vida?"
    Você é uma grande referência prá mim, me orgulho de ser sua amiga.
    Iara Mattos
    (ainda Pregoeira, disso não abro mão)

    By Blogger Yara, at quinta-feira, maio 15, 2008 3:21:00 AM  

  • Esta ocorendo quase a mesma citua ção comigo e eu não sei o que fazer? meu email e hanoway12@gmail.com

    By Anonymous Anônimo, at quarta-feira, outubro 15, 2008 3:20:00 PM  

  • Vez ou outra dou uma espiadinha em seu blog, hoje li o seu relato de quando entrou para o Exército da Salvação...confesso fiquei muito emocionada!

    By Blogger LUCIA, at sexta-feira, janeiro 02, 2009 11:31:00 PM  

  • Oi Franke.No meio da noite resolvi atender a sugestão da minha filha Carolina e acessei teu Blog: fiquei até às 4:h !!!. Foi muito legal recordar com as fotos e saborear tuas inspiradas citações. Forte abraço. Francisco (chiquinho)S.Gonçalo.

    By Anonymous Anônimo, at domingo, março 15, 2009 8:52:00 AM  

  • Ops!! meu e.mail: chicosvf@yahoo.com.br

    By Anonymous Anônimo, at domingo, março 15, 2009 8:54:00 AM  

  • Paulo,eu quase todos os dias,leio um dos teus blogs,e rolando pra lá e pra cá,encotrei o teu testemunho,que benção relembrar que por tantas vezes,fui abençoda oferecendo o Brado de Gerra, em restaurantes e bares inclusive em Pelotas meu primeiro lugar de trabalho quando do meu comissionamento,saber que era usada por Deus para a transmissão do evangelho.Coinsidencia ou não também me casei no dia 30 de setembro de 1978,quem oficiou foi o major hofer(na época).O túnel do tempo está cada vez maior.

    By Blogger lucy, at sexta-feira, fevereiro 25, 2011 7:37:00 PM  

  • ola major sou salvaçionista do corpo de rio grande rs estava eu procurando o endereço do corpo de pelotas e apareceu seu blog no começo ate nao ia ler mais pensei se entrou aqui e por que DEUS quis começei a ler e reamente li coisas que eu prescizava escutar e realmente prescizamos nos entregar a Deus completamente que Deus continue abençoando sua vida ...a e o primeiro corpo que eu conheci foi de joinvile sc

    By Anonymous patrick tavares ribeiro, at sábado, abril 02, 2011 12:22:00 AM  

  • oi Paul, boa noite. sou obreiro da Assembleia de Deus e ex militar. li uma revista do exercito da salvação, em um hospital. e senti algo diferente em mim. desde então comecei a investigar este exercito história missões e etc... até chegar em teu blog, quero conhecer muito mais...
    e até mesmo saber como faço para entrar p este exercito...
    otavioazeredolima111188@gmail.com

    By Blogger tavinho, at quinta-feira, junho 16, 2011 2:11:00 AM  

  • Voce é um evangelista nato!Como Deus te comissionou para semear Sua palavra! Foi mui inspirador ver essas fotos antigas,sua da Doreen e Sidney Campos! Quanta saudade!

    By Anonymous Anônimo, at sábado, março 08, 2014 2:45:00 PM  

  • Paulo Franke,testemunho inspirador e desafiador! Eu me lembro nos idos de 1965 ou 1966 em Suzano, acampamento Vale de Bençãos, quando o conheci; Você, Santos Filho e o Flechou ( se é esse o nome. Seu testemunho de um jovem decidido a entregar a vida ao trabalho de semear a palavra me marcou muito!Vc é um testemunho vivo da graça e misericordia de Deus! E sua viada e seu blog tem abençoado muita gente! Que o Senhor te ilumine e te guarde e faça resplandecer Sua luz sobre sua vida

    Pedro Moulin Sobrinho

    By Anonymous Pedro Moulin, at sábado, março 08, 2014 2:51:00 PM  

  • Como sempre "encantada "com sua reportagem.
    Uma benção para nossas vidas !
    Deus abençoe a ti e esposa Anneli
    Eu os amo em Cristo
    Mirian S Fonseca

    By Anonymous Mirian dos Santos Fonseca, at quinta-feira, julho 03, 2014 12:36:00 AM  

  • eu e minha esposa frequentamos wm sao vicente por 3 anos e quando iamos ter um uniforme a igreja smiu e perdemos o contacto com cap. Luiz ate hj nosso sonho e servir no exercito
    Somos pastores da assembleia mas queremos o exercito
    se puder ajudenos hj temos 47 anos e muiiita vontade de servir ao proximo e assim tbm a Deus paz do senhor

    By Blogger Reverendo Pastor Aquiles, at quarta-feira, novembro 05, 2014 1:35:00 AM  

  • Caro pastor...
    Envie-me seu endereco de e-mail para conversarmos melhor, sim?
    O meu...
    www.paulofranke@hotmail.com
    aBRaco,
    PF

    By Blogger paulofranke, at terça-feira, dezembro 01, 2015 5:18:00 PM  

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