Paulo Franke

11 maio, 2008

Minha Mãe - Poema de Casimiro de Abreu



O nome de minha mãe (1914-1992)



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Da pátria formosa distante e saudoso

Chorando e gemendo meus cantos de dor,

Eu guardo no peito a imagem querida

Do mais verdadeiro, do mais santo amor:


Minha Mãe!


Nas horas caladas das noites de estio,

Sentado sozinho co'a face na mão,

Eu choro e soluco por quem me chamava:

Ó filho querido do meu coracão.


Minha Mãe!


No berco pendente dos ramos floridos,

Em que eu pequenino feliz dormitava,

Quem é que esse berco com todo o cuidado

Cantando cantigas alegre embalava?


Minha Mãe!




De noite, alta noite, quando eu já dormia,

Sonhando esses sonhos dos anjos dos céus,

Quem é que meu lábios dormentes tocava,

Qual anjo da guarda, qual sopro de Deus?


Minha Mãe!


Feliz o bom filho que pode, contente,

Na casa paterna, de noite e de dia,

Sentir as carícias do anjo de amores,

Da estrela brilhante que a vida nos guia:


Minha Mãe!


Por isso eu agora, na terra do exílio,

Sentado sozinho co'a face na mão,

Suspiro e soluco por quem me chamava:

"Oh filho querido do meu coracão!"


Minha Mãe!




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Link: Nestes 60 anos do Estado de Israel, lembrando as mães que morreram nos campos de concentracão:



1 Comments:

  • Linda a poesia de Casimiro de Abreu. Ontem lembrei também de nossa querida mãe, Ida, que em nome do Senhor Jesus, encontraremos novamente! Neiva

    By Anonymous Neiva, at segunda-feira, maio 12, 2008 9:42:00 PM  

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