Minha Mãe - Poema de Casimiro de Abreu

O nome de minha mãe (1914-1992)
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Da pátria formosa distante e saudoso
Chorando e gemendo meus cantos de dor,
Eu guardo no peito a imagem querida
Do mais verdadeiro, do mais santo amor:
Minha Mãe!
Nas horas caladas das noites de estio,
Sentado sozinho co'a face na mão,
Eu choro e soluco por quem me chamava:
Ó filho querido do meu coracão.
Minha Mãe!
No berco pendente dos ramos floridos,
Em que eu pequenino feliz dormitava,
Quem é que esse berco com todo o cuidado
Cantando cantigas alegre embalava?
Minha Mãe!
De noite, alta noite, quando eu já dormia,
Sonhando esses sonhos dos anjos dos céus,
Quem é que meu lábios dormentes tocava,
Qual anjo da guarda, qual sopro de Deus?
Minha Mãe!
Feliz o bom filho que pode, contente,
Na casa paterna, de noite e de dia,
Sentir as carícias do anjo de amores,
Da estrela brilhante que a vida nos guia:
Minha Mãe!
Por isso eu agora, na terra do exílio,
Sentado sozinho co'a face na mão,
Suspiro e soluco por quem me chamava:
"Oh filho querido do meu coracão!"
Minha Mãe!
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Link: Nestes 60 anos do Estado de Israel, lembrando as mães que morreram nos campos de concentracão:

1 Comments:
Linda a poesia de Casimiro de Abreu. Ontem lembrei também de nossa querida mãe, Ida, que em nome do Senhor Jesus, encontraremos novamente! Neiva
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Neiva, at Segunda-feira, Maio 12, 2008 9:42:00 PM
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