Paulo Franke

15 Agosto, 2010

Livro O EGÍPCIO - filme com um grande elenco!






o LIVRO










o FILME



o AUTOR


O finlandês Mika Waltari nasceu na capital Helsinki em 19 de setembro de 1908 e morreu em 26 de agosto de 1979. Waltari perdeu o pai, um pastor luterano, aos cinco anos de idade. Durante sua infância, presenciou a Guerra Civil Finlandesa. Na juventude, ingressou na Universidade de Helsinki para estudar teologia, de acordo com o desejo da mãe, mas logo abandonou-a pela filosofia e pela literatura, graduando-se em 1929. Enquanto estudava, contribuía para artigos em revistas e escrevia poesias e contos, sendo seu primeiro livro publicado em 1925. Em 1927 foi para Paris onde escreveu um de seus maiores romances, "A grande ilusão", uma história de vida boêmia. Casou-se em 1931 com Marjatta e tiveram uma filha, Satu, que também se tornou escritora.

Durante as décadas de 1930 e 1940, Waltari trabalhou como jornalista e crítico, escrevendo para um grande número de jornais e revistas e viajando por toda a Europa. Também foi diretor da revista Suomen Kuvalehti. Ao mesmo tempo, continuou escrevendo livros de vários gêneros, movendo-se facilmente de um estilo literário para outro. Em 1945 foi publicado o seu primeiro e mais bem-sucedido romance histórico, "O Egípcio", que fala sobre corrupção e valores humanos em um mundo materialista justamente depois da Segunda Guerra Mundial. O livro tornou-se um best-seller internacional, servindo de base para um filme de Hollywood do mesmo nome.

Waltari escreveu outras sete obras históricas, baseadas em várias culturas antigas, como por exemplo "The dark angel" (O anjo negro), transcorrida durante a queda Itálicode Constantinopla em 1453. Nessas obras, Waltari dava bastante destaque ao seu pessimismo e, em duas histórias ambientadas no Império Romano, à sua convicção cristã, como no livro "The Secret of the Kingdom" (Valtakunnan Salaisuus). Tornou-se membro da Academia Finlandesa em 1957 e recebeu título de doutor honorável em 1979 pela Universidade de Åbo-Turku. Waltari foi um dos mais prolíficos escritores da Finlândia e é considerado o seu mais conhecido escritor. Seus trabalhos foram traduzidos para mais de 40 idiomas. (transcrito de Wikipedia)



Assisti ao filme "O Egípcio", do escritor Mika Waltari, na década de 50, quando, adolescente, frequentava muito cinema. Gostava muito do desempenho do ator Edmund Purdom, citado recentemente no meu blog em "O Príncipe Estudante" que, por desistência do cantor Mario Lanza, ganhou o papel e inclusive de dublá-lo - de forma magnífica - durante Itálicotodo o filme, baseado em uma famosa opereta. Lendo agora sobre seu papel como Sinuhe em "O Egípcio", constatei a coincidência: o papel principal fora dado a Marlon Brando, mas Edmund Purdom "socorreu" o diretor Michael Curtiz (o mesmo de "Casablanca") e o produtor Darryl Zanuck, quando o famoso ator, por algum motivo, desistiu do papel quase na última hora de iniciar a filmagem em cinemaScope de 1954, da Twentieth Century Fox. Outro desempenho do ator que muito me tocou na época foi o de filho pródigo, no filme do mesmo nome (The Prodigal). Aqui, a minha homenagem ao magnífico Edmund Purdom, o ator inglês que morreu com 84 anos, no dia 1 de janeiro de 2009, em Roma.


O autor Mika Waltari ambientou seu romance em uma época séculos antes do nascimento de Jesus Cristo. O bem-sucedido jovem médico Sinuhe, sempre acompanhado de seu servo Kaptah (Peter Ustinov) e apaixonado por Merit (Jean Simmons), presta assistência ao epilético faraó Akhnaton (Michael Wilding) que, convencido da existência de um único deus, enfurece os sacerdotes politeístas que secretamente planejam o seu assassinato.

O affair de Sinuhe com Nefer (Bella Darvi) muda o curso da história, enquanto que Merit, uma monoteísta, seguidora das idéias do faraó, é assassinada por uma flecha que acerta o seu coração. O faraó é também assassinado, por Horemheb (Victor Mature), que sobe ao trono.

Com sua carreira arruinada, Sinuhe leva os corpos de seus pais para serem embalsamados na casa dos mortos, ele próprio tendo de trabalhar no lúgubre lugar.

Até onde vai a minha memória, o filme finaliza com Sinuhe, velho, no deserto, adorando ao Único Deus, a exemplo do faraó Aknahton.



Um romance que deve ser lido

- certamente existe à venda

em português - e um filme que

deve ser procurado

nestes dias em que

películas

dos anos 50 podem ser

encomendadas em DVD.

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L i n k:


"No Agito do Egito", quando visitei a terra dos faraós e comprei o prato de alabastro (Mateus 26) como souvenir:

http://paulofranke.blogspot.com/2008/01/no-agito-do-egito.html

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