Paulo Franke

15 outubro, 2011

1 - Cidades onde servi a Deus no Exército de Salvação



Em conexão com minha aposentadoria - a partir de 01.11.11 - quero utilizar o meu blog para fazer, em fotos principalmente, uma retrospectiva dos lugares onde servi a Deus como oficial do Exército de Salvação.






São muitas experiências, em muitas cidades... e muitas fotos!





"Na verdade, não temos aqui cidade permanente, mas buscamos a que há de vir."



(Hebreus 13:14)



Tudo começou no ano de 1962, quando eu tinha 19 anos... Conto "Quando, como e por quê ingressei no Exército de Salvação" no link abaixo. Membro da Igreja Episcopal Anglicana em Pelotas-RS, igreja de meus pais, senti o chamado de Deus para unir-me ao ES. Foi a mudança de uma imponente igreja (hoje catedral) para um humilde salão, mas maior foi a transformação operada por Jesus Cristo na minha vida. Tornei-me soldado desta organizacão-igreja exatamente quando fiz o meu serviço militar, tornando-me assim soldado de dois exércitos. A última foto marca o dia quando fiz a entrega da minha vida para servir a Deus em tempo integral, como oficial do ES, em um Dia de Juventude do ano de 1962.




Em março de 1964 viajei para São Paulo para cursar o Colégio de Cadetes (seminário teológico salvacionista), situado na rua Caramurú, 931, no Bosque da Saúde, sendo os diretores na época os então majores Carl e Maria Eliasen. Por dois anos, com outros jovens, fiz o treinamento para tornar-me oficial, que compreendia estudos bíblicos, doutrina, história do ES, além de muitas atividades práticas incluídas no currículo, uma delas fazer a limpeza do grande prédio! Aos sábados, de dois a dois, íamos distribuir nossa literatura em bares e restaurantes de São Paulo; aos domingos fazíamos treinamento prático, dirigindo e pregando nos Corpos (igrejas) da capital e de cidades vizinhas. Campanhas evangelísticas em outros estados também eram incluídas no currículo anual.



Tendo sido comissionado como oficial em janeiro de 1966, juntamente com meus colegas "Pregoeiros da Fé", recebemos, naquela reunião festiva, cada um a nossa primeira nomeação, no meu caso como Oficial Dirigente (pastor responsável) do Corpo (igreja) do ES em Joinville-SC. No meu rebanho, uma maioria descendentes de alemães. O meu sobrenome alemão talvez tenha influenciado os líderes para nomear-me para aquela igreja, onde a reunião das senhoras (foto acima) era feita naquele idioma. Não aprendi a língua, mas sim a cantar até nas letras do alemão gótico. O Corpo ficava junto ao Lar de Meninos, bem no centro da cidade, na Rua Dr. João Colin. Na bela e progressista cidade "das flores e das bicicletas", tive as primeiras e inesquecíveis experiências no oficialato.




Minha segunda nomeação, em 1968, foi para o Corpo de Campos-RJ, uma mudança brusca do cenário e clima catarinense para os do norte fluminense, mas também ali experiências deixaram marcas na minha vida. Conheci o quando Deus provê em nossas necessidades, inclusive de alimentação, usando pessoas da igreja de forma maravilhosa. Na foto, como capitão, estou ao lado do meu assistente, tenente S. Calegari, hoje eminente bispo na Igreja Metodista Wesleyana, homem de Deus cuja amizade o Facebook tem resgatado. Um jovem consagrou-se neste tempo e é atualmente o Secretário Nacional de Propriedades, o fiel major G. Azevedo.







No ano de 1969 fui transferido para o Corpo de Neves, na cidade de São Gonçalo-RJ. Desde o início, a alegria de viver bem perto da Cidade Maravilhosa, onde, além de fazer turismo no tempo livre, visitava parentes gaúchos que lá moravam. O Corpo era bem precário, em termos de salão e moradia dos oficiais, mas possuía irmãos cheios de dedicação e amor. Uma das atividades, duas vezes por semana, era distribuir o nosso jornal nos bares e restaurantes dos bairros do Catete e do Leblon, no Rio. Entre tantas recordações, está a de encontrar muitas pessoas do meio artístico carioca. No mês de dezembro, íamos com nosso grupo de jovens participar no Rio da campanha das Panelas (três das cinco fotos acima são daquele Natal de 1969). Nas férias deste ano, em Rio das Ostras, fui hospedado por bons amigos daquele Corpo, amizade que também a Internet resgatou. E recordamos os nossos finais de semana naquele Corpo... depois de caminhar muito no Leblon no sábado, cedo no domingo de manhã íamos convidar e trazer crianças de um morro próximo para assistirem a escola dominical, levá-las de volta e ainda realizar três outras reuniões para adultos, incluindo uma reunião ao ar livre.




No ano de 1970, após tomar conta do Corpo de Londrina-PR por um mês, fui nomeado para o Colégio de Cadetes em São Paulo. Lugar familiar onde eu também estudara, agora atuava como oficial assistente da diretora, a inglesa Susie Uzzell . Lecionava algumas matérias para os cadetes, dirigia-os no coral e os acompanhava nas atividades de treinamento nos Corpos (igrejas) da capital, servindo-lhes também de motorista. Embora já soubesse dirigir, foi nesta época que tirei minha carta de motorista. Tive um começo difícil, tendo de dirigir no trânsito de São Paulo e a maioria das vezes com a Kombi na sua capacidade total... Foi nessa época que "as Kombis entraram na minha vida"!





Pela razão de que os oficiais dirigentes do Corpo de Brasília-DF viajariam em férias missionárias para a Austrália, fui requisitado para tormar a direção da linda e moderna igreja situada na Avenida L2, na Asa Sul. Ficaria somente 4 meses, mas por circunstâncias especiais os oficiais tiveram que estender sua permanência no exterior e assim fiquei em Brasília por quase dois anos... Estusiasmei-me a princípio com a cidade, diferente pela sua modernidade e arrojo arquitetônico. Houve uma "invasão" de jovens na igreja e eu procurei utilizá-los nas reuniões costumeiras como também fazendo com eles teatro (foto abaixo), viajando na Kombi que havia e inovando a programação local. Na minha reunião de despedida, fiz uma versão para a conhecida música: Ó Brasília, ó Brasília, vivo só pensando em ti, ai que saudade dessa terra, dessa terra no Planalto, onde um tempo eu vivi! Marca do meu tempo na capital foi colocar o nome Exército de Salvação, bem visível, identificando até hoje o moderno prédio na L2. E a esperanca de que marcas tenham ficado nos coracões de tantos jovens e pequenos que frequentavam nossa igreja.






Com a volta do casal australiano, voltei para minha nomeação como oficial assistente no Colégio de Cadetes em São Paulo. Corria o ano de 1972 quando novos cadetes ocupavam o prédio. A direção do Colégio era agora assumida por oficiais da Nova Zelândia, há muito tempo do Brasil. Minha colega, responsável pela ala feminina, era uma escocesa. Trabalhando junto a oficiais de língua inglesa, procurei com eles praticar o idioma, uma vez que me fora comunicado pela liderança da obra que eu seria o oficial representante do Brasil no Colégio Internacional em Londres, Inglaterra naquele ano.






Ano de surpresas muito agradáveis com minha primeira viagem internacional à vista e... ao conhecer a tenente que trabalhava em Nova York, que viera inesperadamente visitar seus pais, o segundo-em-chefe no Brasil. Com 28 anos, e sentindo falta de uma companheira que se tornasse minha esposa, não tive dúvidas de que aquela linda loura era a escolhida de Deus para mim. Depois de um mês, Anneli voltou para os USA e nos correspondemos incessantemente. Até hoje temos nossas cartas guardadas. Tão logo regressou, continuou seu trabalho no Bronx e ao mesmo tempo começou a agilizar sua papelada para vir trabalhar no Brasil, o que aconteceu no mês de março de 1973.







Anneli iniciou seu trabalho como oficial no Brasil na cidade de São Vicente-SP e no mês de julho "separamo-nos" novamente. Dessa vez para eu cursar na Inglaterra a 70a sessão do ICO. Foi uma rica e valiosa experiência, tanto de conhecer lugares dos primordios do The Salvation Army como de conhecer oficiais, colegas de curso, de 25 países no mundo salvacionista (foto abaixo). Uma colega da Dinamarca e eu éramos os oficiais mais jovens do curso. Depois de fazer um giro por muitos países da Europa, voltei para o Brasil, com minha noiva esperando-me no aeroporto de Congonhas... Era o dia 07 de setembro de 1973 e no dia 29 de setembro casamo-nos, há 38 anos.






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Convido aos caros leitores do meu blog


a acompanharem-me no prosseguimento


desta para mim emocionante retrospectiva do meu ministério.



PRÓXIMA POSTAGEM EM POUCOS DIAS


(já que agora o tempo sobra...)



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L i n k:



"Quando, como e por quê ingressei no ES"



http://paulofranke.blogspot.com/2008/05/quando-como-e-por-que-ingressei-no.html



4 Comments:

  • "Combateu o bom combate colega", qtos lugares e qtas experiências!Sei que não foram fáceis, mas vc chegou!
    Parabéns, merecido descanso!

    By Blogger Yara, at sábado, outubro 15, 2011 4:55:00 PM  

  • Ta muito bonita a postagem sobre o teu ministerio de 42 anos! Parabens por todas as fases, cada cidade, cada pessoa abencoada, cada boa obra, cada licao! Glória a Deus. Depois vem a continuacao, ne? Beijos da filha Martta

    By Anonymous Anônimo, at terça-feira, outubro 18, 2011 12:50:00 PM  

  • É verdade, caro amigo Paulo Franke. Lembro-me claramente do dia em que fomos fotografados; no portão de entrada da residência de oficiais - no Corpo de Campos-RJ. Boas recordações afloram em minha mente, do tempo em que servimos ao Senhor naquela terra. Glória a Deus! Bispo Calegari

    By Blogger Bispo Calegari, at segunda-feira, outubro 24, 2011 8:10:00 PM  

  • Meu nome é Jacqueline pereira Cassiano (de Marins) tenho uma pequena e rápida historia com o Exército de Salvação de São Gonçalo.... sou nascida em dezembro de 1967, e meus Pais(im Memória ) se conheceram neste corpo....MARIA FELÍCIA E JAIR CASSIANO...meu Pai natural de Espírito Santo (ES), viúvo e com dois filhos(Izolita Freitas Cassiano e Isac Freitas Cassiano)... gostou da minha Mãe rsrsrs... e resolveram se casar....eram dias maravilhosos onde íamos a escola dominical, e aos cultos ...e nesta trajetória... aprendemos a adorar a Deus muitas coisas fogem de nossa mente mais a certeza de que existe um Deus que pode todas as coisas JAMAIS...aprendi a adorar com meu coração e de todo meu entendimento. Talvez seja difício, mais gostaria de saber se há registros fotográficos para recordar esses momentos de bençãoeramos da época do dirigente Santos Filhos ( que tinha tres filhas... Íngrid, Magda e Virnalise...) havia também uma família : Chagas!!! que possuiam dois filhos Theófilo e se irmão Edgar...eles eram músicos da Brigada....se houver alguem que possa me responder....meu coração vai ficar Feliz !!!!Quem sabe???? desde já muito agradecida pela atenção.

    By Blogger Merícia Cassiano, at segunda-feira, outubro 26, 2015 9:49:00 PM  

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