Paulo Franke

01 fevereiro, 2012

Auschwitz-Birkenau - Treblinka (D E S C O B E R T A)





Guardo comigo duas páginas da revista VEJA de 4 de fevereiro de 2004, com a reportagem intitulada "Inferno visto do céu" que contém foto aérea do campo de concentração de Auschwitz-Birkenau tirada pelos pilotos de reconhecimento da RAF, a força aérea inglesa, antes do término da Segunda Guerra Mundial. Ela pode ser vista no link mencionado abaixo desta postagem. A foto reacendeu o debate sobre se os aliados deveriam ter agido para salvar judeus dos campos de extermínio nazistas. Menciona a reportagem que o espião polonês Karski contou ao presidente Roosevelt na Casa Branca que os judeus eram presos nos guetos e levados de trem para morrer em Auschwitz (mais informações poderão certamente ser obtidas no google.com).



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Com a passagem do recente dia da lembrança do Holocausto, assistimos pela TV a um documentário sobre crianças que conseguiram esconder-se em casas de família e em um convento, sobrevivendo assim da perseguição nazista cuja intenção diabólica era aniquilá-las, o que aconteceu com seus pais. Hoje, idosas, relembram os lances do drama que passaram e prestam homenagem aos que as salvaram.



Seus nomes constam no letreiro final, com o fundo do campo de concentração de Treblinka. O último nome é da freira polonesa que salvou uma delas.



Em finlandês está escrito: "Em memória à Anne Frank e a todas as crianças que morreram no Holocausto e de todas as pessoas que arriscaram suas próprias vidas para escondê-las."

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Visitei e fotografei Treblinka no ano de 2010 (ver link). Em 2011, uma amiga paulista do Facebook que lera meu blog escreveu-me para obter informações de como chegar ao campo de concentração, viagem que faria com sua mãe. Por algum tempo trocamos mensagens e indiquei a ela minúcias da minha experiência na Polônia. Algum tempo depois, ela mostrou no seu álbum suas artísticas fotos de um lugar tão sinistro.




Estas duas fotos foram tiradas por ela. Na nossa troca de experiências, comentou que o táxi que tomaram para ir da estação ferroviária de Malkinia até Treblinka fora mais barato do que o meu! Obrigado pela fotos, amiga, e pela honra que me deu em prestar-lhe essas informações e por sabê-la alguém que ama o povo judeu a ponto de desde o Brasil ter visitado os campos de concentração nazistas na distante Polônia.

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Uma outra amiga, seguidora do meu blog, enviou-me recentemente a reportagem que transcrevo abaixo. Obrigado, amiga carioca!


Holocausto
Arqueóloga forense britânica detecta valas comuns em Treblinka

23.01.2012 - 12:10 Por PÚBLICO

Uma arqueóloga forense britânica, Caroline Sturdy Colls, conseguiu provar através de métodos de investigação modernos a existência de valas comuns no campo de concentração polaco de Treblinka. Num estudo anterior, levado a cabo em 1946, a existência destas campas não tinha ficado provada.

Apesar de não ser tão conhecido como os campos de concentração de Auschwitz e Birkenau, o campo de Treblinka foi outro emblemático local de extermínio nazi na Polónia. Este campo esteve em funções entre Julho de 1942 e Outubro de 1943. Durante esse tempo calcula-se que tenham morrido aí aproximadamente 850.000 pessoas, incluindo mulheres e crianças, maioritariamente judeus mas também cidadãos romenos.

Quando os nazis abandonaram o campo de Treblinka, em 1943 (ainda antes do final da II Guerra Mundial, que só terminou em 1945), destruíram todos os edifícios e eliminaram todos os vestígios de que ali pudesse ter existido um campo de concentração, transformando o local numa quinta.

Mas para uma arqueóloga forense equipada com tecnologia do século XXI, os mais leves indícios foram transformados em certezas: Treblinka foi um local onde se mataram e enterraram pessoas durante a II Guerra Mundial.Estas conclusões serão apresentadas hoje num especial da BBC Radio 4 às 20h00. Apesar de a investigação de 1946 a eventuais crimes de guerra praticados em Treblinka ter detectado restos mortais humanos no solo e “grandes quantidades de cinzas humanas misturadas com areia e ossos”, os responsáveis por esta investigação sempre disseram não ter detectado vestígios da existência de valas comuns.

A existência destas valas comuns tinha apenas sido descrita por testemunhas que sobreviveram ao campo de concentração.A dúvida permaneceu, por isso, até 2010, altura em que a arqueóloga forense Caroline Sturdy Colls começou a estudar os campos de Treblinka munida com tecnologias modernas, incluindo um radar de penetração no solo, um levantamento de resistência do solo e aparelhos de imagética electrónica.

Os estudos foram levados a cabo sem recurso a escavações, já que isto é contrário às leis e princípios judaicos, que não permitem, por exemplo, a exumação de restos humanos, indica a BBC.No final das suas análises, Caroline Sturdy Colls detectou grandes valas comuns em áreas que as testemunhas tinham indicado como albergando zonas de cremação e enterro. Uma das valas comuns teria 26 metros de comprimentos, 17 de largura e pelo menos quatro metros de profundidade.

Mais outras cinco valas - variando em comprimento, largura e profundidade - foram igualmente detectadas pelos modernos aparelhos usados na investigação. Para além das valas comuns, a investigação terá igualmente detectado dois conjuntos de vestígios que parecem ter sido arquitecturais. Ou seja, poderão corresponder aos locais onde estavam instaladas as câmaras de gás.

De acordo com os sobreviventes, estas eram as duas únicas estruturas feitas de tijolo no campo de Treblinka.As ordens de destruição deste campo de concentração próximo de Varsóvia aconteceram depois de o Exército alemão ter descoberto os corpos de polacos assassinados pela polícia secreta soviética em Katyn três anos antes, convencendo a liderança alemã da importância de se encobrirem os crimes de guerra.

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L i n k s

... do site das fotos aéreas, acima referido (escreva no type here o nome dos campos). Poderá ver na foto fumaça demonstrando que a cremação estava sendo processada no instante da foto:

http://www.evidenceincamera.co.uk/


Fotos e impressões de minha visita a Treblinka:



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Próxima postagem:


Visita ao Museu dos Correios em Helsinki, filatelia (inclusive selos do Terceiro Reich), envelopes históricos e especiais, inclusive novamente a mostra de um foi resgatado de um acidente aéreo e outro que recebi com a foto de uma artista de Hollywood de quem era fã.

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3 Comments:

  • Só não dá para virar ésta pagina porque não devemos esquecer nunca a atrocidade cometida. Mas devemos sim pedir à Deus que jamais se repita!
    Se é sempre muito doloroso para nós voltarmos ao assunto, nós que não passamos por aquela sevícia, como não se sentem os que lá estiveram ou seus descendentes.
    Deus tenha piedade!

    By Blogger Yara, at terça-feira, janeiro 31, 2012 11:09:00 PM  

  • Oi amigo, vejo que está publicado !
    É uma pena que tenhamos que guardar tais imagens ou lembranças, mas para que não se repita mais é necessario o conhecimento de fatos tão brutais e de total falta de respeito e tolerância. Temos que acabar com os preconceitos ( de todos os tipos ), e com a falta de respeito a escolha das pessoas. É muito doloroso saber que algumas pessoas tiveram que passar por coisas assim simplesmente por não comungar no mesmo credo, habito, cartilha ou, não ter a mesma nacionalidade. Inacreditável!!!
    Mas, enfim, vamos lebrar para não repetirmos o erro da apatia e passividade!
    Grande abraço, muita paz e luz!

    By Blogger Maria Thereza, at quinta-feira, fevereiro 02, 2012 12:22:00 AM  

  • Graça e Paz! Sempre que há novas postagens no seu blog, fico muito feliz!

    Tenho vários livros de sobreviventes do holocausto e sempre que me sinto deprimida e desanimada, lembro da estória de força e superação deles e fico grata pela minha vida e das bençãos que Deus tem pra mim.

    Tenho amor pelo povo judeu e espero um dia fazer estas visitas históricas (Museu Anne Frank, alguns lugares na Alemanha, Polônia e Israel) para homenagear suas vidas.

    By Blogger Luciana, at terça-feira, fevereiro 07, 2012 5:53:00 AM  

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