Paulo Franke

08 abril, 2011

ISRAEL - 3 - Jerusalém Revisitada


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Visitar Jerusalém: uma bagagem de conhecimento, bênção e inspiração para a vida!




Yerushalayim Shel Zahav Ve-Shel Nechoshet Ve-Shel Or (Naomi Schemer)





Jerusalém de ouro, de luz e de bronze, eu sou o violino para todas as tuas canções.




Momentos repousantes os de contemplar a cidade velha do terraço do hostel.




... E de, bem perto do hostel, sentar na pracinha diante do Portão de Jaffa e ver o movimento, principalmente no Sábado (Shabat), de judeus de todas as idades e mesmo famílias indo para a sinagoga ou voltando para casa após o pôr-do-sol, com os muros iluminados. Um espetáculo!





Nesta praça vê-se o lado moderno da cidade. Ali acontecem feiras, shows e outras atrações voltadas para o povo e para os turistas.





Descendo alguns lances de escada entre jardins suspensos, chegamos ao Mamilla Shopping Center. É um mall aberto que se estende por muitos quarteirões, com lojas modernas (inclusive a joalheria H.Stern, fundada pelo judeu brasileiro) restaurantes e, muito interessante, exposições de esculturas permanente, colocadas em pedestais ao longo do shopping. O visitamos no Shabat, deserto, para no final do dia recomeçar o movimento com a reabertura das lojas.




A escultura do sacrifício de Isaque por Abraão e o anjo com o sacrifício, beleza pura, à entrada principal do mall!






A imponente escultura do rei Davi e sua harpa.




O encontro do filho pródigo com o pai. A escultura é tão real, embora em ferro ou bronze, que não resistimos em abraçá-la e "fazer parte do grande momento". Curioso que uma parábola do Novo Testamento está presente entre as dezenas de esculturas com motivos do Antigo Testamento, o tema da exposição do shopping naquela ocasião!





Mas o mercado-labirinto árabe e judeu dentro dos muros, na Cidade Velha, apinhado de pessoas, foi também visitado algumas vezes.





Nunca antes havia visto tantos ônibus repletos de turistas do mundo inteiro nas rodovias ou ruas de Israel! Adivinho que a grande maioria seja de cristãos interessados em colocar os pés onde Jesus colocou os Seus. Em outras palavras, a maior religião do mundo, o cristianismo, está viva como o Seu Salvador e passa bem. Uma visita a Israel comprova isso.




Enquanto preparava esta postagem, chega-nos pelos correios a edição da revista RUMO, do Exército de Salvação no Brasil, com o lugar mais sagrado de Jerusalém na capa.






... E exatamente isso eu fiz: fui à casa do Senhor, duas vezes durante a estada em Jerusalém!





O Muro, chamado das Lamentações ou Western Wall, ou ainda em hebraico Hakotel Hama´araví, é o único vestígio do Grande Templo que sobreviveu à destruição dos romanos no ano 70 AD. Sua destruição foi predita por Jesus.









Foi construído pelo rei Salomão sobre o terreno que seu pai, o rei Davi, comprara de Araúna, o jebuseu, há 3.000 anos (acredita-se que a palavra Jerusalém deriva-se do povo jebuseu).




Apesar de que o Templo foi destruído, a santidade do lugar é tal que continua sendo sagrado para os judeus especialmente, um lugar central do judaismo.





Os judeus sentem aqui, em alguns casos, seu judaísmo pela primeira vez. É um lugar popular para a celebração de Bar Bat-Mitzvá.




Com a permissão de seu papai, fotografei o menininho judeu.




Depois adentrei as câmaras de oração à esquerda do Muro.










Mas meus momentos mais sagrados foram os de meditação e oração antes de me aproximar do Muro, que é também um lugar de intercessão.





Descendente espiritual dos judeus, como o é todo o cristão, observei o costume e escrevi em uma papeleta os nomes de muitos parentes e amigos...




... e inseri minha listinha entre milhares nas fendas do histórico e sagrado Muro. Quando as papeletas caem ao chão ou quando são retiradas, de quando em quando, são enterradas no Monte das Oliveiras.





No outro dia em que visitei o Muro, sem que eu soubesse, meu amigo de longe deu um zoom na sua câmera e me fotografou orando...






Construções diante do Muro e um jovem judeu orando no Shabat.





Nos posters, a reconquista de Jerusalém (1967) pelo general Moche Dayan. A foto dos soldados emocionados contemplando o Muro pela primeira vez tornou-se simbólica da vitória. Em 1948, os jordanianos haviam ocupado a Cidade Velha de Jerusalém e proibiram o acesso dos judeus ao Muro.




Nas imediações, um grande Menorah banhado a ouro, certamente doação de um judeu rico americano ou canadense, como centenas inclusive de construções vistas com respectivas placas muitas "in memoriam" de judeus de além-mar.



Tarso junto ao Menorah.





Pausa dos peregrinos gaúchos





E "a pausa que refresca" também em Israel: a Coca-Cola judaica e a Coca-Cola palestina, conforme onde se comprar...





E numa dessas passei por judeus russos... Como um deles tocava "Russian Folk", ergui minha voz no hino "Meu tesouro inestimável!", em português, que se pode cantar com a referida música.





"Se os árabes depusessem as armas hoje, não haveria mais violência; se os judeus depusessem as armas hoje, não haveria mais Israel." (Benjamin Netanyahu) Uma frase que resume tudo.






Desta vez não visitei o Museu do Holocausto Yad Vashem, mas ao passar pelo Portão do Monte Sião (Mount Zion) convidei meus amigos a visitarem a sepultura de Oskar Schindler no Cemitério Luterano.





E ali colocamos uma pedrinha sobre a sua sepultura, pelo visto muito visitada também por judeus, quem sabe descendentes dos que ele salvou do extermínio.





A cena final do filme "A Lista de Schindler" (imperdível!) foi tomada neste lugar. Explicação sobre a razão de os judeus colocarem pedras sobre sepulturas está no link abaixo desta postagem, com outro sobre a visita que fiz à Fábrica-Museu Oskar Schindler, na Cracóvia, Polônia, no ano passado.





Além do preço bem menor do que os de hotéis, a vantagem de hospedar-se em hostels (albergues) é a camaradagem entre os hóspedes. Aqui estamos com um brasileira e com um chileno, meu companheiro no dormitório, um distinto chileno, como o chamei!




No momento da despedida de um grupo sueco, tiramos esta foto diante dos muros perto do Jaffa Hostel. E agora estamos em contato novamente... pelo Facebook!!





Michael Ben Eliezer é um judeu inglês que conheci na primeira vez em que fui hospedado no Jaffa Hostel, local onde mora. Pensando que ele não estivesse no quarto quando saímos do hostel, de repente o vi correndo ao nosso encontro para despedir-se.





Mesmo com a van chegando para levar-nos ao aeroporto de Tel-Aviv, comprei o seu CD (que leva sempre na sacola mostrada na foto) e ainda pedi o autógrafo deste judeu que tem uma excelente voz que usa para louvar El-Shaddai.




Um outro inglês, William Booth, fundador do Exército de Salvação (The Salvation Army) - organização-igreja a que pertenço desde os meus 19 anos - visitou Jerusalém em março de 1905. A visita não foi muito bem recebida pelas autoridades muçulmanas. Nenhum cântico foi permitido no local, assim William Booth e sua comitiva recitaram as palavras do hino When I survey the wondrous cross (Admirável essa cruz!). Entre a delegação havia os que temiam que o filme do salvacionista Henry Howse fosse destruído, porém nada aconteceu e foi assim preservado para a posteridade. As cenas acima são do Monte do Calvário, diante do túmulo de Lázaro e do Muro das Lamentações.





O poster que enfeita nossa casa desde a primeira vez em que visitei Israel. Em uma das fotos, em Qumran, estou segurando um menino, ao lado de seu pai, um judeu brasileiro de São Paulo. Ao voltar, cada um da nossa família recebeu de presente uma camiseta com motivos israelenses.





Nos cartões postais que enviei aos amigos, naquele distante ano de 1986, quando fiz a turnê com colegas americanos (vivíamos nos EUA), escrevi:


No Mar da Galiléia, navegação; No Mar Morto, natação, E batismo no Jordão! No Anatoli Sharansky dei um abração, E no Muro, meu pedido de oração. Monte da Transfiguração, Deserto da Tentação; Se no Monte Calvário pesou o coração, Alegria houve no Jardim da Ressurreição! Em cada local, inspiração, Tudo além da expectação! É muita bênção, muita gratidão! Aguenta, coração, tanta emoção! Pra vocês, um abração!"


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Links:


Minha visita a Jerusalém no ano passado:




Visita ao Museu do Holocausto Yad Vachem e Sepultura Oskar Schindler:






Visita à Fábrica-Museu de Oskar Schindler




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Próxima postagem:




4 - Israel - Semana Santa Ilustrada

... com diversas fotos do Jardim da Tumba (Garden Tomb)

2 Comments:

  • Que espetáculo!!!!!
    Fico sem palavras, são tantos lugares significativos e belos!!! Que alegria poder estar em lugares tão lindo e cheios de história! Parabéns pelo post e por suas viagens! Mil Bençãos ao senhor!
    aBRaços Cariocas!

    By Blogger Maria Thereza, at sexta-feira, abril 15, 2011 8:47:00 PM  

  • "Quem não viu Jerusalém não viu uma cidade realmente bela" Agradeço por compartilhar essa maravilhosa experiência conosco. Que as bençãos do Eterno Deus de Israel continue sendo derramada em sua vida. Bjs

    By Blogger Marion Vaz Brazil, at quarta-feira, abril 20, 2011 10:08:00 PM  

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