Paulo Franke

27 abril, 2026

ReveR - Aos descendentes de Carlos e Adolphina (Ebling) FRANKE (as 3 partes em 1 só)

 10 maio, 2012

1. Aos descendentes de Carlos e Adolphina (Ebling) FRANKE


Com esta postagem saúdo a todos os descendentes de Philipp Carl e Adolphine Ebling FRANKE, espalhados pelo Rio Grande do Sul e por outros estados brasileiros ou quem sabe no exterior,

Paulo M. Franke

(Vivo na Finlândia, terra natal de minha esposa Ritva Anneli, há 12 anos, /Atualizando: 26 anos/ juntamente com ela e duas filhas e seus maridos brasileiros (e cinco netos) O filho, que vive no Brasil, com sua esposa têm dois filhinhos.)

Estive no Brasil recentemente e, tendo obtido as fotos que me faltavam - do casal citado acima, meus bisavós, e de seus dez filhos - nasceu a idéia desta postagem. Foram obtidas graças à visita que fiz, em Pelotas, ao primo de meu saudoso pai, Darcy Franke (ao fim desta postagem cito seu nome e quais foram as fotos).

link abaixo, "Minhas raízes na Alemanha", é de fato a introdução à presente postagem, portanto aconselho a sua leitura para que seja entendida devidamente, principalmente pelas novas gerações.

A foto abaixo é da Igreja Luterana de Hettstedt, leste da Alemanha, onde encontrei o registro de batismo - na página 320, em 1807 - do meu trisavô, Johann Carl Friedrich FRANKE, filho de Johann Adolph FRANKE que, com sua esposa Johanna Dorothea Riemann e seus cinco filhos, empreendeu a corajosa aventura de ir para o Brasil no ano de 1825.






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O livro "Bienio 1824-25 da Imigração e Colonização Alemã no Rio Grande do Sul", da autoria de Carlos H. Hunsche, adquirido na primeira vez em que visitei o Museu da Imigração Alemã em São Leopoldo-RS, serviu-me de bússola para chegar a Hettstedt, graças às suas precisas informações. 
Acima, no capítulo que trata da lista dos passageiros que chegaram ao Brasil, na página 131, há a menção aos nossos antepassados. 
E a João Carlos Frederico, com seu nome aportuguesado e sublinhado, casado com Maria Margarida Jung, pais do meu bisavô Filipe Carlos Franke, nascido no Brasil e que se casou com Adolphina Ebling Franke, conforme a sua certidão de casamento abaixo, na qual consta seu nome simplesmente Carlos...  

Esta postagem trata exclusivamente deles, meus bisavós do lado paterno, e de seus filhos, meu avô e seus irmãos, meus tios-avós. Toda a tentativa de localizar os outros filhos de João Carlos Frederico e Maria Margarida Jung, seria como procurar "agulha no palheiro"*, inclusive os descendentes de seus irmãos e irmãs, citados na lista acima. Estão espalhados pelas cidades de São Leopoldo, Novo Hamburgo, Panambi, Estrela e certamente pelo Brasil e mesmo exterior.
 * Encontrei esta agulha no palheiro e a segunda parte desta postagem vai explicar como.

Assim, vamos direto ao que nos diz respeito, nesta postagem somente mostrar fotos dos mencionados:

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A foto que estava aqui foi retirada por mais tarde eu ter tido a informacäo de que ele não era o pai de minha bisavó.

 O pai de minha bisavó, Johannes Ebling, que morreu
bem jovem no campo de batalha em 15/12/1866 na Guerra do Paraguai. 

(sem valor)




Adolphina Ebling Franke, minha bisavó.


Filipe Carlos Franke (foto de 1892), meu bisavô.



E na ordem de nascimento, seus filhos, meus tios-avós:



João Carlos Franke



Lucia Franke SILVA



Meu avô, Germano Luiz Franke.


Arthur Franke



Olga Franke BARUM


Alberto Franke



Lili Franke IRUMÉ



Lydia Franke SALLES



Roberto Franke



Mario Franke

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Fotos obtidas através de Paulo P. Lysakowski, marido da saudosa Maria Ignez e genro de Lili Franke Irume:

Carlos, Adolphina, Olga, Arthur, Alberto e Mario.

De Luiza Pestano, bisneta, que vive em Brasília, a foto da tia-avó Lucia.

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Próxima postagem - segunda parte:

Tendo conhecido minha bisavó Adolphina e seus 10 filhos, conto o que me lembro dela e de  cada um dos meus saudosos tios-avós, naturalmente de alguns lembranças infantis, como as do meu avô, que faleceu quando eu tinha 7 anos.

- Segunda Parte -



Hoje ao acordar as lembranças de cada parente mencionado na postagem anterior acordaram comigo. De alguns cristalina, de outras envoltas no "tempo e no vento" por serem lembranças infantis distantes. 


Ajuda-me nesse sentido o fato de que a maioria - no final da década de 40 (e bem antes) e na de 50 - vivia perto da casa de meus pais, na Avenida Bento Gonçalves (foto) ou na transversal Rua Prof. Dr. Araújo. E por que isso tendo em vista que a cidade de Pelotas-RS  já ser considerada naquele tempo uma cidade de bom tamanho e a segunda em importância do estado gaúcho? O Curtume Julio Hadler S/A, na última rua citada acima,  certamente era uma das  razões, uma vez que meu avô, meu pai e mais dois de seus tios nele trabalhavam, portanto viver à volta do local de trabalho tornava a vida mais prática. Por outro lado, certamente foi naquelas redondezas que Carlos e Adolphina se estabeleceram desde que transferiram residência de São Leopoldo para Pelotas no final do século retrasado.


Sem mais rodeios, vamos a essas minhas lembranças...

Bisavó Adolphina. Conheci-a já viúva e bem idosa, vivendo com sua filha Lydia, que era nossa vizinha nas duas vezes em que vivemos nas últimas quadras da Av. Bento Gonçalves (411 e 455).  E lá estava a anciã na casa da tia Lydia, quietinha e sentada com um chale nas costas.  Seu sotaque alemão era muito forte e quase não a entendíamos, mas ela dizia um versinho para meu irmão, de quem gostava muito, algo assim: "Bate, bate cuca, pega na 'xiruca' , o Pedrinho não vai na venda, não ganha cuca!" (cuca, do alemão kuchen, um pão doce coberto de açúcar). Meu pai filmou-a na janela e este filme ainda existe. Ele a visitava diariamente quando estava acamada nos meses que antecederam sua morte e, pacientemente, indagava sobre o que ela "via na parede" nos seus delírios. 

João Carlos, solteiro, vivia também com a tia Lydia. Trabalhava no Curtume, mas o conheci idoso e aposentado. Era um homem alto e calmo,  muito respeitado e amado pela família. Lembro-me dele tomando chimarrão (mate) na cozinha da casa da tia Lydia, e descrevo a cena na postagem "Os velhos de minha rua"... luz fraca, o barulho do sorver do chimarrão, passando de mão em mão, as conversas entre meu pai e seus tios que passavam por cima de minha cabeça de guri, mas eu os observava atentamente. Tio Carlos de quando em quando  dirigia a lancha que meu pai tinha e passeava conosco. Lembro-me de seu velório na sala da casa de Lydia naquele tempo em que o falecido era velado na casa onde morava. Tinha um relógio de bolso com corrente que  sua afilhada e sobrinha Dulce herdou. 


Roberto, solteiro, morava também com a irmã Lydia e era mais calado e sério, de pouca conversa com os sobrinhos-netos. Lembro-me dos "tamancões" que ele usava, um tipo de calçado acho que "made in curtume", onde também trabalhava. Era da roda do chimarrão de todos os fins de tarde, mas ali conversava bastante. Depois lembro-me dele, muito magro, enfermo no seu leito de morte, cuidado com carinho pela irmã. E fui ao seu enterro e o vi dentro do caixão na sala. Então, voltar àquela casa, ainda que nos alegrava ver o macaco de brinquedo que a tia tinha e que mexia com a cabeça, no ar  era presente a  falta dos seus irmãos, o que se agravava ao passar pelo quarto deles, indo para o pátio.

Arthur, tio que morava na rua transversal, casado, de profissão sapateiro. Parecia-me um homem alto, bondoso, e outras lembranças dele giram em torno da "roda do mate" acho que diária. Nos anos 90, quando vivemos nove meses em Pelotas, demos uma boa cobertura à tia Amália, sua esposa, que vivia em uma casa geriátrica. Quando faleceu, a pedido da filha dela, fiz a cerimônia do enterro.

Alberto. Este tio-avô vivia em Porto Alegre que naquele tempo parecia localizar-se a uma grande distância de Pelotas - hoje a somente três horas e meia de viagem. Lembro-me dele, vagamente, quando veio visitar sua mãe e seus irmãos.

Lucia, a mais velha dos tios-avós que morava na Prof. Dr. Araújo. Fisicamente frágil, muito amada por seus irmãos e parentes de modo geral, era tida como uma santa mulher. Recordo-me dela indo ao armazém do Laranjeira; nesses rápidos encontros falava conosco não como a crianças, mas de igual para igual, plena de bondade e doçura. Casou-se e teve somente uma filha, Ceci, diferente de sua mãe no temperamente, muito brincalhona, mas parecida no sentido de dar-nos importância e conversar conosco, crianças. Quando Lucia faleceu, no final dos anos 60, Lydia e Mario, que moravam no Rio de Janeiro, lamentaram grandemente  sua morte e eu presenciei o momento sofrido da perda para eles da amada irmã mais velha.

Lili, viúva, vivia na casa de sua filha mais velha na Prof. Dr. Araújo e depois na Rua Marcílio Dias. Era uma tia calma, bondosa e que revelava possuir um senso de humor todo seu. Ainda que morasse perto de nossa casa, visitáva-nos com certa frequência. Lembro-me do seu caminhar, com passos curtos mas seguros. Quando a mencionada Lydia faleceu no Rio de Janeiro, no final dos anos 70, ela e o irmão caçula Mario estavam no hospital e creio que presenciaram sua partida. Nesta viagem que fiz a Pelotas, visitei seu genro que me cedeu algumas fotos que pertenciam a ela, motivo pelo qual foi possível esta significativa postagem.

Mario, o caçula dos irmãos que morava no Rio de Janeiro e que com certa frequência vinha visitar sua mãe e seus irmãos em Pelotas. Alto e gordo, esbanjava bom-humor e contava muitas piadas. O fato de deslocar-se do Rio até o sul do Brasil demonstrava que era também um sentimental. Certa vez, convidou minha irmã para acompanhá-lo aos "trilhos", um lugar perto de nossa casa onde há anos passava um trem. Ele brincava ali quando criança e em certo momento deitou-se entre os trilhos e ali ficou inerte, alheio recordando o passado distante, enquanto minha irmã em pé ficava imaginando o que diria quem passasse. Era muito amigo de meu pai que às vezes o visitava no Rio e filmava seus passeios. Lembro-me de um em que ambos caminharam pela Serra dos Órgãos, no estado do Rio. Encontrei-o muitas vezes quando morei em São Gonçalo-RJ, em 1969, e o visitei em sua casa meses antes de falecer, ocasião quando me mostrou fotos de sua viagem à Europa e uns papéis de algo que inventou e beneficiou financeiramente o Banco do Brasil, onde trabalhava há muitos anos, sendo devidamente reconhecido pelo seu feito.

Olga, a tia-avó que morava em Pelotas, mas "muito longe, lá pelos lados da Escola Assis Brasil!" Teve 13 filhos que cheguei a conhecer todos, mas não seu esposo, a quem me lembro de minha mãe chamar carinhosamente de "tio Nenê", de sobrenome Barum. Não a víamos com tanta frequência (pudera, mãe de 13 filhos!), mas me recordo de uma visita que nos fizera, depois quem sabe de ter visitado seus irmãos na redondeza, e ficou na minha mente a lembrança de seus olhos de um azul brilhante e fala macia e calma. Quando soubemos de sua morte, sendo o único dos meus irmãos que ia a enterros com meus pais, de algo nunca me esqueci... Quando cheguei ouvi o choro alto principalmente de seus filhos. Então, começou o culto por um reverendo da Igreja Episcopal Anglicana, a qual muitos membros da família pertenciam, inclusive meus pais, e ao falar o choro de todos foi cessando e o ambiente tornou-se carregado de fé quando todos em uníssimo cantaram um hino e oraram o "Pai Nosso". Nunca me esqueci daquele ambiente carregado de emoção que se foi tornando carregado de fé.

Meu avô Germano Luiz. Penso ter sido o meu avô o primeiro dos irmãos a falecer, no ano de 1950. Eu tinha 7 anos e me recordo dele, calvo como hoje eu sou, com olhos muito azuis, um tipo bem germânico digno do seu nome. De vez em quando fazia uns agrados para os netos, dando-nos balas ou moedas. Quando sabíamos que ele ia passar, íamos para a janela esperá-lo. Trabalhou no Curtume Julio Hadler e morava também, com minha avó e seus filhos, em uma casa na Professor Dr. Araújo, perto também de duas de suas irmãs. Gostava de carros e lembro-me dos que comprava e exibia. Outras recordações ficam por conta das fotografias. Mas lembro-me de quando faleceu. Chegáramos naquele dia para o nosso veraneio na praia do Laranjal, meu pai armava pacientemente a barraca e minha mãe colocava tudo em ordem. Então alguém chegou para avisar que meu avô falecera, de repente. Foi a hora de levantar acampamento e de nós, crianças ruidosas, silenciarmos. 

O que dizer da tia-avó Lydia, a qual deixei para o final? É tanto que precisarei resumir. Já com certa idade casou-se com um viúvo que era tio de minha mãe, o tio Salles, que não cheguei a conhecer. Amava meu pai, seu sobrinho, e sua presença entre nós é viva desde que me entendo por gente. Vivíamos a poucos metros de distância, almoçava conosco aos domingos e estava sempre perto de nós. Era cabeleleira e ainda cuidava de sua mãe e de seus dois irmãos, que com ela moravam. Cuidou de cada um com desvelo até morrerem. Eram na sua casa as "rodas de chimarrão" citadas, lugar de encontro fiel dos tios-avós (penso que amava tanto seus irmãos que tinha um certo ciúme de suas cunhadas). Contava-nos de sua infância e até hoje me recordo dos detalhes de quando o Cometa de Halley apareceu no início do século passado, de "ao entardecer irem os irmãos para cima da cerca a fim de admirarem aquele espetáculo de luz diário!" Seu sonho era ver novamente o cometa, mas faleceu antes disso. Quando, por motivos de saúde, a conselho médico foi morar em um lugar de clima mais quente, escolheu o Rio de Janeiro, onde morava seu irmão caçula, no início dos anos 60. E ao partir deixou um vazio muito grande no coração de todos nós. Nos anos de 1968 e 1969, quando trabalhei em Campos-RJ e em São Gonçalo-RJ, convivi com a tia Lydia tanto em Copacabana como quando se mudou para a Rua Riachuelo, no centro, e a visitava com frequência, "filando" seus almoços (ainda era solteiro e me alimentava mal). Não era uma mulher meiga aparentemente, e às vezes sua "frankeza" à la alemã era inserida em suas palavras, mas tia Lydia é lembrada por todos como uma mulher trabalhadora e altamente prestativa, que se desdobrava em ajudar a quem quer que fosse, parentes, amigos ou vizinhos, uma pessoa que no seu interior e em suas ações denotava uma simples grande palavra: amor.


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3 - Aos descendentes de Carlos e Adolphina (Ebling) FRANKE


- Terceira e Última Parte -



O Zeppelin sobrevoando o centro de Pelotas em sua rota para os países do Plata. Meu pai deveria estar trabalhando quando aconteceu, pois nunca me contou tê-lo visto, embora muito falasse no Zeppelin e no Hindenburg. E por que não fizeram feriado naquele dia? Vivendo estes quase 13 anos na Finlândia luterana, tenho constatado que religião e trabalho são sinônimos, o que foi ensinado pelo Reformador Martinho Lutero. Outra prova disso, pensando no meu pai e avô, descendentes dos primeiros luteranos a estabelecerem-se no Brasil relatada  no *...


Dono: Carlos Franke, meu bisavô. Rua 25 de Março, hoje Rua Dr. Amarante - Rua Manduca Rodrigues, hoje Rua Prof. Dr. Araújo. (cortesia do primo  de meu pai, Paulo P. Lysakowski).


Não posso garantir, mas este parente dá-me a impressão de ser o meu bisavô Philipp Carl, mas como a tia-avó Lydia que me deu a foto nada comentou, fica a dúvida, se bem que ela se parecia muito com ele, o que é comum filhas se assemelharem ao pai.


Tio-avô João Carlos quando jovem, com o mesmo bondoso olhar.


Os treze filhos da tia-avó Olga Franke Barum e de seu esposo Gervasio Rodrigues Barum, noras e genros e alguns netos.


Filhos homens da tia-avó Olga, primos e amigos de meu pai.


Dando um pulo no tempo... as elegantes primas Barum-Franke-Silva-Irume (sobrenomes de solteiras), no casamento de uma delas, em 14.01.66.


Na mesma ocasião, primos Baruns reunidos e, dos Frankes, Luiz e eu.



Olhem a tia Lucia jovem, e a pose diante do rádio!!



Prima do meu pai, a saudosa Ceci, grande pessoa, filha da tia Lucia, em pose de artista da década de 20 (fotos da família cortesia de Luiza Pestano, neta de Ceci, que vive em Brasília).



Tias-avós Lili e Lydia, exibindo sapatos feitos pelos irmãos sapateiros Arthur e Roberto (foto gentileza da bisneta Larissa Venske Lysakowski)


Tio Carlos com tio Irumé e filhos

Tia Lili, tão natural, caminhando em uma praça do Rio de Janeiro, em visita aos seus irmãos que lá viviam, Mario e Lydia.


Tio-avô Mario com a irmã Lili e a sobrinha Ceci, certamente em um passeio à Ilha de Paquetá (não me lembrava de que o tio era tão alto!). Tia Lydia certamente foi a fotógrafa, pois estava junto.


Filhas e genros da tia Lili, Neuza e Luiz, Maria Ignez e Paulo, mais a Daly (pena que não tenho foto do Darcy, o simpático primo-tocaio de meu pai!)


Entre meu irmão e eu, o primo de meu pai Fernando Franke Irumé (Rio, 1969)


O tio Roberto, o querido tio silencioso de que me lembro.



Que gostava de viajar eu sabia, idem que gostava de grandes caminhadas (como as que fazia com meu pai na Serra dos Órgãos, no RJ), idem que era inventor... mas que escalava montanhas no Rio, nunca soube! Tio Mário gostava de nos chamar de "lafranhudos"!



Tio Mário visitando Pelotas e o lugar da saudade de sua infância: os trilhos! Com o sobrinho Darcy  e as sobrinhas Maria e Neuza.




Anos 70... viagem do tio-avô Mário Franke à Europa.

Avô Germano Luiz Franke na festa de suas bodas de prata, tendo ao lado minha avó, Alayde Barcellos  Franke, e rodeado de seus filhos e primeira nora, minha mãe. Meu avô era um típico alemão, inclusive na cor azul dos seus olhos. Tendo-se casado com minha avó, descendente de açorianos da Ilha Terceira (tenho toda a genealogia dela, em livro), seus quatro filhos "puxaram" o lado português fisicamente.


Meu pai, Darcy Franke, menino, adolescente e em foto de 1935 dedicada à "sua noivinha", minha mãe.

Bonitos irmãos: Darcy, Dalva, Dulce e o caçula Delmar, que completa no mês de junho  85 anos! Foto tirada no dia do casamento de meus pais, em 1936.


Meus pais, Darcy e Ida (Medeiros) Franke, em foto de seu primeiro ano de casados (todas as decorações em fotos foram feitas com carinho por meu irmão mais novo). Os olhos verdes, grandes e fundos de minha mãe passaram para alguns de seus filhos e netos, inclusive para minha filha, muito parecida com ela quando jovem. 

Meus pais, antes de os filhos chegarem.


Famíla passeadeira, desde o tempo dos Fords-de-bigode (na foto, meus avós, pais e primos dele), na década de 30.  Sobre o "espírito luterano" citado na primeira foto, meu pai contava que certa vez o carro do seu pai parou de funcionar quando se preparavam para voltar de um piquenique. Ambos, então, voltaram a pé para a cidade para poderem chegar na hora no emprego no dia seguinte, não importa que a sola dos sapatos tivessem ficado inutilizadas e certamente parte da sola do pé. (Na foto, a prima de meu pai e seu esposo, os simpáticos Ruth e Francisco Macedo)

Depois, no final da década de 40, veio a lancha de meu pai... coragem da família entrar nela e navegar pelos rios e arroios de Pelotas! Acho que quem passava segurança era o tio-avô Carlos, que era o "chauffeur" da lancha. No remo, o tio Ney Salles Ávila, marido de tia Dalva. Eu estou com a mão na água, simbolizando muitas viagens à vista no futuro distante...

Foto oficial dos 50 anos do Curtume Julio Hadler S/A., em 1945. Na primeira fila, meu avô Germano, meu pai Darcy e, no fim da fila dos que estão sentados, o tio-avô João Carlos. Poucos anos antes, a firma sofrera a ação dos vândalos que perpetraram o quebra-quebra a tudo que pertencesse a alemães, durante a Segunda Guerra Mundial (ver link, um passeio nostálgico pelas ruas de Pelotas em março de 2012).


Obituário de nosso avô, falecido em 08.02.50, antes mesmo da sua mãe Adolphina, citada.

Meu pai, meu irmão Pedro e eu servimos no Nono Regimento de Infantaria, em Pelotas-RS.


Meus saudosos pais no casamento da filha mais velha, minha irmã Norma com Adroaldo Nebel (janeiro 1960). (Aparecendo ao fundo, o primo Gerson Barum quando menino, atualmente empenhado em fazer a árvore genealógica da família Barum, em preparação). 


Foto tirada no dia em que completei 20 anos (06.10.63), diante da nossa casa na Av. Bento Gonçalves, 455. O autor do projeto de nossa bela casa foi o tio engenheiro, Dr. Delmar Barcellos Franke.


Quando tia Lydia mudou-se para o Rio de Janeiro, além da lacuna que deixou no coração de muitos, levou consigo a alegria da criançada da família quando a visitava, o macaco de brinquedo que girava a cabeça com o auxílio de um arame.


Quando trabalhei em Brasília-DF, em 1971, apressei-me a convidar tia Lydia, que morava no Rio, para visitar-me. Gostou tanto - e todo o pessoal do Exército de Salvação dela também - que resolveu estender a sua estadia por mais semanas! A Kombi com o escudo do ES, à esquerda, possibilitou mostrar a ela todos os principais lugares da então bem moderna capital. Na pequena foto, quando jovem, parecendo uma estrela de Hollywood dos anos 20.


19.04.71... naquele dia escrevemos um postal para meus pais em Pelotas. Ternas recordações...como a letra dela e seu jeito de ser.


Primos Frankes (Clarisse e eu), Baruns (Leone e filhas) e Socorro, que também se tornou Barum, reunidos na Padaria Ritz, em Brasília, do primo de meu pai, Alfredo Barum. Tia Lydia gostou muito de visitar este lugar, propriedade de seu sobrinho, local onde eu fazia muitos lanches - não os "filava", mas pagava - e aproveitava a bater papo rápido com ele ou com a bonita Irene.


No grande jardim do Exército de Salvação de Brasília, na L2 Sul.


Meu pai e seu irmão Delmar e irmãs Dalva e Dulce, com os cunhados Dirceu Treptow e  Terezinha (mais filho Pedro e sobrinhos). Foto de 1969. 


Filhos dos saudosos Lygia Darcy Cassal (Foto de 1992).

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Antes do término - onde posto foto de minha família - cabe aqui outras interessantes de parentes e amigos dos nossos antepassados, bem como alguns documentos interessantes :


Das fotos as quais tia Lydia me presenteou, lembro-me perfeitamente do que disse a respeito dessa: "Ele era irmão de papai e elas são minhas primas."



Família Lipp... sem maiores detalhes, mas certamente amigos da família de João (Adolfo?) Franke, haja vista a dedicatória no verso da foto (fotos melhoradas por meu cunhado Carlos Ferrer, marido da Neiva, que também o fez na acima, do seu tocaio tio Carlos, que estava muito danificada).


Há alguns anos, um primo distante, que vive em São Paulo, nos "descobrimos" na Internet.  Sua bisavó, Elizabeth Franke (Kirsch), sentada entre seus familiares, é prima dos meus tios-avós pelo lado paterno, conforme o nosso elo comum, precioso elo, abaixo:

JOHANN KARL FRIEDRICH FRANKE e MARIE MARGARETHE JUNG, que são pais, entre outros, de:
              1.1.4         Philipp Karl Franke, evangélico, negociante, n. 28/3/1843, em São Leopoldo (Bom Jardim), c. aos 39 anos de idade, em 15/10/1882, no Portão, Freguesia de Nossa Senhora da Piedade, 2º Distrito de São Leopoldo, c. Adolphine Ebling, evangélica, n. 22/6/1865, de Estância Velha, filha de Johann Ebling e Katharine Schreiner (ou Scherer).  Padrinhos do casamento: Jakob Franke e Peter Scherer.  Residentes em Pelotas.  Em 1893, Philipp Karl estabeleceu uma cervejaria em Pelotas, na "Rua 25 de Março esq. Manduca Rodgs", produzindo a "Lager-Bier".

              Filhos: Lydia (n. 1899), Germano (n. 1890), CarlosRobertoLúciaAlbertoOlgaArthur, Lili Mário.

              1.1.6       WILHELM FRANKE, evangélico, agricultor, n. 5/2/1850 em São Leopoldo e b. 7/4/1850 em Estância Velha (padrinhos: Friedrich Wilhelm Röse, Peter Jung e Luise Rübening), mudou-se em 1872 para o Mundo Novo (Três Coroas), f. 26/12/1917, "após longo tempo de enfermidade", em Três Coroas, e sep. 27/12/1917 no Cemitério da "Johannes Kirsche".  I.c., em 30/10/1870, em Santa Maria, c. ANNA MARIA KELLERMANN, evangélica, n. 25/5/1848 no Mundo Novo, f. 3/12/1890 e sep. 4/12/1890, no Cemitério de Santa Maria, aos 42 anos, vítima de "influenza", filha de Friedrich Kellermann e Maria Engelbach.   II.c., aos 42 anos, na Igreja de Média Santa Maria, c. a viúva Caroline Schilling, nascida Steyer, n. 21/4/1858, em Fortaleza do Mundo Novo, f. 28/6/1939, em Igrejinha, onde foi sep. 29/6/1939, filha do imigrante, colono e trabalhador rural Philipp Jakob Steyer e de Luise Deuner.  Padrinhos do segundo casamento: Leonhard Müller e Heinrich Kötz.  Consta do registro de falecimento de Wilhelm Franke que do primeiro matrimônio nasceram 6 filhos, dos quais 2 se suicidaram.  

Pois bem, Wilhelm Franke e Anna Maria Kellerman são pais da minha bisavó Elise:
ELISABETH FRANKE, "Elise", evangélica, n. 19/10/1875, em Média Santa Maria, onde foi b. 5/12/1875 (padrinhos: Johann Kirsch e Elisabeth Kirsch), f. 23/11/1960, com 85 anos de idade, c.c. CARL KIRSCH, evangélico, colono, n. 29/4/1866, em Santa Maria, f. 3/3/1951, com 84 anos de idade, em Novo Hamburgo.
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Com minha mulher Anneli Hämäläinen-Franke e nossos filhos, a mais velha, Deborah, casada com Rodrigo Miranda, à direita; a segunda, Martta, casada com Leandro Vargas da Silva, à esquerda; o caçula, Aaron, casado com Flávia Pacheco, no meio. As filhas vivem na Finlândia conosco e o filho no Brasil. Temos ao todo 7 netos, número da inteireza, quatro meninos e três meninas; quatro nascidos no Brasil e três na Finlândia; três vivendo neste país onde nasceu a vó Anneli e dois em breve mudando-se com os pais Leandro e Martta para a Suécia; além de dois no Brasil - todos, filhos, genros e netos, com dupla nacionalidade, menos eu e a mulher, que permanecemos brasileiro e finlandesa.


Deborah (acima), Martta (abaixo)


Deborah e Martta são, igual aos pais, oficiais do Exército de Salvação, na Finlândia bilíngue Pelastusarmeija em finlandês e Frälsningsarmén em sueco, daí o PF na gola, nada a ver com as minhas iniciais...; Aaron é leigo e músico na nossa igreja.



E o sobrenome Franke continua... Na foto recente, no Jardim Botânico de São Paulo, meu filho e o único netinho com o sobrenome abaixo:


Fato curioso é que três das quatro filhas mulheres da família de Carlos e Adolphina Franke tiveram filhos - uma delas treze! - enquanto que dos seis filhos homens somente meu avô foi pai, que por sua vez teve duas filhas mulheres e dois homens, responsáveis, portanto, pela continuação do nosso belo sobrenome alemão.

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Curiosas também as menções ao nosso antepassado que veio para o Brasil, constantes no livro "O Biênio 1824-1825 da Imigração Alemã no Rio Grande do Sul (Província de São Pedro)", de Carlos H. Hunsche.




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Decorando nossa sala, um belo copo que foi presente no casamento de meus avós Germano e Alayde,  há cerca de 100 anos (meu pai nasceu em 1913).



No livro que Deus me deu a oportunidade de escrever, dedico uma meditação (veja link) ao relógio abaixo, que foi também presente no casamento de meus avós:




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L i n k s

YouTube de Pedro Franke cantando e mostrando filme de seu avô, Darcy Franke (muitos parentes, crianças e adultos, podem ser vistos):

http://www.youtube.com/watch?v=jNgV7TXHBOM

Em março de 2012, visitando novamente Pelotas-RS, certo dia fiz minha jornada nostálgica pela Avenida Bento Gonçalves e pelas ruas transversais que foram cenário da vida de nossos antepassados (leia minhas impressões e veja minhas fotos).

http://www.paulofranke.blogspot.com/2012/04/pelotas-rs-pelos-caminhos-da-saudade.html

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Agradeço aos parentes pelo interesse na leitura das três postagens - e respectivos links - sobre nossos ascendentes e também pela divulgação a quem da nossa família ainda não as leu, mesmo àqueles que não acessam a Internet (torne possível isso levando-os até o seu computador ou o seu laptop até  eles). E sejam bem-vindos a deixar um comentário após as respectivas postagem.

 aBRaço apertado a todos daqui da distante FInlândia, e que Deus abençoe a cada descendente de Carlos e Adolphina Ebling Franke!

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L i n k s

basta clicar:

- Buscando minhas raízes na Alemanha... e achando-as!!

http://www.paulofranke.blogspot.fi/2012/08/minhas-raizes-franke-na-alemanha.html

- Os velhos de minha rua (bisavó e tios-avós citados):

http://paulofranke.blogspot.com/2007/10/os-velhos-de-minha-rua.html

- Segunda visita ao Museu da Imigração Alemã em S.Leopoldo, em 03/12:

http://www.paulofranke.blogspot.com/2012/04/4-em-sao-leopoldo-rs-visita-ao-museu-da.html

- O que era ir ao cinema nas décadas de 50 ... e de 20 (relato do tio Mário):

http://paulofranke.blogspot.com/2006/09/pelos-caminhos-pitorescos-do-cinema.html


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  • Updating the visualizations of my blog:

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