Paulo Franke

22 dezembro, 2011

No Rio de Janeiro, eu vi Indira GANDHI passar...

O dia marcante em que vi Indira passar.


Realmente, esqueci-me do exato mês em que isso aconteceu no ano de 1968, mas do seu olhar marcante nunca me esqueci...






Atraído por um grupo de pessoas diante do Monumento aos Pracinhas, no Rio de Janeiro, aproximei-me para saber o que se comemorava naquele dia quente do ano de 1968. Vi então Indira Gandhi, a Primeira-Ministra da Índia, passar silenciosa e lentamente entre as pessoas e subir as escadarias para depositar flores no túmulo do soldado desconhecido.

Ao passar por mim, talvez porque me assemelho a um homem indiano, Indira olhou-me rápida e profundamente. Seus traços indianos - de muitas mulheres de minha família por parte de mãe - sua beleza morena e seu sorriso sereno impressionaram-me e me são inesquecíveis.



Quando em 1984 seu assassinato tornou-se manchete mundial, lembrei-me daquele breve momento em que a vi de passagem. Odiada ou amada, venerada e pranteada por seu povo, Indira passou para a história. Quando seu filho Rajiv Gandhi, que a sucedeu no governo, também foi assassinado, em 1991, lembrei-me dela e o meu pensamento foi semelhante ao que tive com relação à Jacqueline Kennedy (postagem anterior): "Ela foi poupada de ver seu filho morrer!"

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"Como o ano passou rápido!" - é uma exclamação frequente nesta época. Saudosista que sou por temperamento, não raro estou recordando parentes e amigos que passaram e já não estão entre nós. Não passaram para a história, mas no meu coração são lembrados com carinho e saudade e guardo viva a esperança de um dia reencontrá-los.

(À esta altura quem sabe o leitor está estranhando o verbo passar e o substantivo passagem estarem em negrito. É proposital no contexto desta postagem.)


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De passagem...


Conta-se que no século passado, um turista americano foi à cidade do Cairo, no Egito. Seu objetivo era visitar um famoso rabino. O turista ficou surpreso ao ver que o rabino morava num quarto simples, cheio de livros. As únicas peças de mobília eram uma mesa e um banco. "Onde estão os seus móveis?" perguntou o turista. O rabino bem depressa perguntou também: "Onde estão os seus?" "Os meus?" respondeu o turista, "mas eu estou aqui de passagem!"


"Eu também", falou o rabino.


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Ao lermos o Novo Testamento, vemos um número sem conta de vezes Jesus passando em uma cidade, entre a multidão, em um grupo de pessoas, diante de um ou mais indivíduos. Lucas 4:2 registra que "todos tinham os olhos fitos nele". Pedro, em sua segunda carta, afirma: "... fomos testemunhas oculares da sua majestade" (1:16). Que privilégio imenso o dos discípulos e de seus contemporâneos terem visto Jesus com seus próprios olhos!


Privilégio também o daqueles a quem Jesus olhou ao passar, quem sabe no fundo dos olhos, serena e amavelmente. 1 Pedro 3:12 diz: "... os olhos do Senhor repousam sobre os justos e os seus ouvidos estão abertos às suas súplicas, mas o rosto do Senhor está contra aqueles que praticam males."


"Eu te conhecia só de ouvir, mas agora os meus olhos te vêem". Muitos ao testemunharem acerca de sua conversão citam esta afirmação de Jó (42:5).



As cenas que considero mais tocantes
no filme "Ben-Hur"são: aquela em que ele
estava sendo levado como prisioneiro às galeras e,
passando por Nazaré, o jovem Jesus dá-lhe água para
saciar sua imensa sede
- e aquela em que Ben-Hur, retribuindo
sem o saber, tenta dar-lhe água
quando passava em direção ao Calvário.
E há outra cena igualmente tocante, mas
que pode passar despercebida pelos
espectadores: quando Jesus no topo do monte,
antes de pregar ao povo, segue
de longe com Seu olhar e vê Ben-Hur passar e
afastar-se, incrédulo e revoltado.







Este mesmo Jesus - que não passou para a história, mas que está vivo - passou por nós e nos olhou em algum tempo de nossa vida, com Seu maravilhoso olhar de amor e misericórdia. Será que nos apercebemos disso?


Deus revelou-me isso, que Jesus me olhava serena, paciente e cheio de amor quando eu era ainda um menino arteiro, mas sensível a tudo que fosse espiritual. Ele via a alegria com que ia à igreja e ficava olhando os lindos vitrais, sem entender nada do profundo sermão, mas marcando no hinário o próximo hino que a grande congregação iria cantar.


Ele me olhava quando eu ia com meu pai ao cemitério e passava entre as sepulturas de parentes indagando sobre tudo aquilo, mas no fundo sabendo que ali não estava o nosso fim. E quando derramei lágrimas infantis ou mesmo no fim da adolescência quando por um breve momento perdi a fé e passei de largo a tudo o que se dissesse espiritual, passando a frequentar mais o banco dos bares do que o da igreja. Seu olhar me acompanhou mesmo assim, e me seguiu até quando meu olhar bateu no dEle e tudo mudou na minha vida. Esta é a razão por que gosto tanto da imagem e dos dizeres abaixo:






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Nesta passagem de mais um ano, desligue-se de comemorações fugazes e sintonize a eternidade. Esteja atento não tanto ao badalar do relógio marcando meia-noite, mas à passagem de Jesus que convida a que você entregue a Ele o seu coração e a administração de sua vida.


Então você, com sua vida inteiramente transformada, estará incluído nas benditas e eternas palavras:


"O mundo passa, bem como a sua concupisciência; aquele, porém, aquele que faz a vontade de Deus permanece eternamente."


(1 João 2:17)


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Links


Ben-Hur - a história de seu escritor




"O amor de Deus não passa", poema belíssimo na postagem anterior e cantado com a história de seu autor:




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21 dezembro, 2011

Em NY, Anneli viu Jacqueline KENNEDY passar...

Tenho amigos virtuais que admiram, tudo o que podem admirar, Jacqueline Bouvier Kennedy. Não é o meu caso, mas de repente "juntei" na minha mente algum material que poderia resultar em uma postagem sobre ela, uma vez que nunca escrevi a seu respeito no meu blog.



Minha mulher, quando jovem, vivendo nos EUA e trabalhando no The Salvation Army em Nova York, participava da já mencionada campanha das Panelas de Natal (Christmas Kettles) na Quinta Avenida. Era um Natal do fim da década de 60. No frio novaiorquino, estando horas em pé agradecendo as ofertas que as pessoas depositam na "panela", sei por experiência própria o que acontece depois de algum tempo... um misto de cansaço, frio penetrante, monotonia e pressa de ver as horas passarem e ver nossa missão cumprida naquele dia.



Então, de repente, na movimentada Quinta Avenida, Jacqueline Kennedy passou por ela. Anneli logo a reconheceu, naturalmente. Foi um momento interessante em ver, diante dela, a badaladíssima Jackie Kennedy. Talvez seu cansaço tenho passado por um instante. Mas, que pena, Jackie não recebeu de Anneli um "Thank you, merry Christmas and God bless you!", o que se costuma dizer a quem colabora (e Anneli sempre enfatiza o "Deus lhe abençoe!"). Jackie não parou para colocar uma oferta na "panela". Por quê? Talvez porque era devota católica, talvez para não atrair a atenção das pessoas ao redor. Talvez para evitar um provável paparazzi que a perseguia?

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Ainda que eu nunca tenha sido "fã de carteirinha" dos Kennedys, menciono aqui de passagem algumas experiências ligadas a eles:

- você se lembra do dia quando o presidente John F. Kennedy foi assassinado naquele mês de novembro de 1962? Pergunto aos meus leitores mais velhos, naturalmente. Lembro-me muito bem. Eu estava trabalhando e meu pastor, capitão Sidney de Barros Campos, ligou-me para dar a notícia. Após desligar, passei adiante aos colegas o que ouvira. Um dos diretores, no entanto, chamou-me atenção, daquelas do tipo "vá trabalhar em vez de espalhar notícias falsas!" À noite daquele dia escutávamos um tanto abalados o jovem capitão pregar sobre Amós 4:12: "Prepara-te... para te encontrares com o teu Deus." E enfatizava que nunca sabemos a hora exata de nossa morte. Ele próprio, alguns anos mais tarde, quando tinha apenas 38 anos, teve um fulminante ataque cardíaco e nos deixou.

- do dia do assassinato do senador Robert Kennedy de fato não me lembro, somente a surpresa de mais uma tragédia acontecendo na família; publiquei neste blog, no entanto, uma história "de cortar o coração" em conexão com aquele dia (veja link abaixo).




- misteriosamente, perdi os slides que tirei em 1977, de nossa turnê por Washington-DC que incluiu uma visita-relâmpago ao Cemitério Nacional de Arlington (fotos acima), onde jaz o presidente assassinado. Buscando no Google, achei uma foto atual da sepultura com a "chama", e com ela a surpresa: Jacquelinne Bouvier Kennedy foi enterrada ao lado do primeiro marido, o que eu não sabia!



Continuando a navegar nas lembranças...

- também em 1977, um colega pagou-nos as passagens aéreas para o visitarmos nas Bahamas. E lembro-me do que falou, sabendo-me ávido por fotografar tudo o que pudesse daquele paraíso de tanta beleza: "Fotografe o iate de Niarchos, cunhado de Onassis, que está ancorado bem à nossa frente!" (foto)

- quando vivemos na ilha autônoma finlandesa de Åland, no início dos anos 90, corria a notícia de que John Kennedy Jr passara pela ilha para conferir suas belezas. Como é o paraíso dos ciclistas, que percorrem a ilha inteira, quem sabe era mais um deles que passara pela casa onde moraríamos, que ficava bem perto da trilha de ciclistas?

- quando, nos anos 80, fomos transferidos para o Exército de Salvação de Fall River, Massachusetts, ali sentimos o orgulho do povo por seu nobre conterrâneo, o presidente Kennedy.

- pensei na falecida Jacqueline quando ouvi a notícia do acidente aéreo que vitimou seu filho John Jr, com sua namorada e a irmã dela. "Jackie partiu antes, assim não foi golpeada com mais esta trágica notícia ligada agora a mais um Kennedy, seu amado filho John", pensei.



Aristoteles Onassis, com quem se casou a viúva Jackie Kennedy, era chamado de "rei midas, pois o que tocava transformava em ouro", hoje tem sua estátua de ferro na cidade grega onde certamente nasceu.

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Com a passagem de mais um Natal e de mais um ano, a menção à Jackie Kennedy parece relevante, e mais ainda as palavras de uma canção de Josias Menezes, que considero de extrema beleza e sabedoria. Dedico o hino-poema, sobre o quanto nossa vida é passageira, para reflexão do caro leitor para que o aplique à sua vida, conscientizando-se de sua realidade:

O amor de Deus não passa

Na vida aqui tudo passa, nada nasceu pra ficar,

O que começa tem fim também, pois tudo há de passar.

Passa o calor, passa o frio, e o mar na força que tem,

O caminhante na estrada passa em busca do além!


O amor de Deus não passa, e nunca há de passar;

O amor de Deus não passa, ele jamais passará.


Passa a tristeza da vida e a alegria fugaz,

O vento e a tempestade e a vingança voraz.

Passa a beleza enganosa, passa o mal e o bem,

Passa o rico e o pobre, e a saudade também.


Passa a maldade nefasta, passa o ódio cruel,

Passa o bom e o ruim também, o inocente e o réu.

Passa o sol e a lua, no seu constante vai-vem,

Passa o regato sereno, e nós passamos também.

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"Tudo fez Deus formoso no seu devido tempo; também pôs a eternidade no coração do homem." (Eclesiastes 3:11)

"Lembra-te do teu Criador nos dias da tua mocidade, antes que venham os maus dias, e cheguem os anos dos quais dirás: Não tenho neles prazer." (Eclesiastes 12:1)

"Há tempo para tudo" (leia Eclesiastes 3:1 a 8)

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L i n k s

"Drogas - David, um Kennedy esquecido"

Triste a história desse jovem! Ter forças para superar a perda de um pai deve ser extremamente difícil. Ele não resistiu e perdeu-se no mundo das drogas tentando esquecer o que aconteceu... =/ Abraço!

Único comentário após a postagem, por João Guilherme - Navegantes-SC


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Um oportuno sermão do Pastor Martin Luther King:


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- "O amor de Deus não passa", cantada por Josely Scarabelli:



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Próxima postagem:

No Rio de Janeiro eu vi Indira Gandhi passar para, no Monumento aos Pracinhas, depositar flores ao soldado desconhecido...

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18 dezembro, 2011

Imagine... e se Ele não tivesse vindo?


Há alguns anos foi publicado um curioso cartão de Natal, com os dizeres: "Se Cristo não tivesse vindo". Falava de um pastor que adormeceu em seu escritório numa manhã de Natal e sonhou com um mundo para o qual Jesus nunca tinha vindo.


Em seu sonho, viu-se andando pela casa: mas lá não havia presentes no canto da lareira, nem árvore de Natal, nem coroas enfeitadas; e não havia Cristo para confortar, alegrar e salvar. Andou pelas ruas, mas não havia igrejas com suas torres aguçadas apontando para o céu. Voltou para casa e sentou-se na biblioteca, mas todos os livros sobre o Salvador tinham desaparecido.


Alguém bateu-lhe à porta, e um mensageiro pediu-lhe que fosse visitar sua pobre mãe à morte. Ele apressou-se a acompanhar o filho choroso: chegou àquela casa e disse: "Eu tenho aqui alguma coisa que a confortará." Abriu a Bíblia procurando alguma promessa bem conhecida, mas viu que ela terminava em Malaquias. E não havia evangelho, nem promessa de esperança e salvação. E ele baixou a cabeça e chorou com a enferma, em angústia e desespero.


Não muito tempo depois, estava ao lado de seu esquife, dirigindo o ofício fúnebre, mas não havia mensagem de consolação, nem palavra de ressurreição gloriosa, nem céu aberto, mas somente "cinza a cinza e pó ao pó", e um longo e eterno adeus. O pastor percebeu, afinal, que "Ele não tinha vindo". E rompeu em lágrimas e amargo pranto em seu triste sonho.


De repente, acordou ao som de um acorde. E um grande brado de júbilo saiu-lhe dos lábios, ao ouvir, em sua igreja ao lado, o coro a cantar:


Ó vinde, fiéis, triunfantes, alegres, Sim, vinde a Belém, já movidos de amor. Nasceu vosso Rei, o Cristo prometido! Oh, vinde adoremos ao nosso Senhor!


Regozijemo-nos e alegremo-nos hoje, porque ELE VEIO! Lembremo-nos da palavra do anjo: "Eis aqui vos trago novas de grande alegria que hoje será para todo o povo: pois na cidade de Davi vos nasceu hoje o Salvador, que é Cristo, o Senhor" (Lucas 2:10-11).


Se é grande a maldição que vem pelo pecado, maior é a profundeza do amor e da riqueza. Que Deus tem para ti no Filho mui amado! Alegra-te, ELE VEIO! E para ti foi dado! Exulta no Senhor! É vindo o Salvador!


Lettie B. Cowman

"Mananciais no Deserto"

Editora Betânia






Se o leitor deseja encontrar outras mensagens de Natal, acrescidas de belas fotos, ao abrir este blog clique à direita no "Índice de todos os meus tópicos" ou então nos meses de dezembro.



L i n k


Você se lembra do início do famoso filme BEN-HUR, da cena do nascimento do Menino Jesus? Clique no link abaixo e saiba a história do escritor do famoso livro que foi transformado em filme de estrondoso sucesso:



http://paulofranke.blogspot.com/2006/09/ben-hur-histria-de-seu-escritor.html



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13 dezembro, 2011

Pisca-piscas mil - é o aniversário de Thomas Edison?/Pinhas...

"Pisca-piscas por toda a parte - é o aniversário de Jesus ou de Thomas Edison?"



Li isso no Facebook e gostei. Então a "luzinha" na mente brilhou em forma de decisão de não me limitar a uma postagem semanal no blog, mas - por estar aposentado agora - sempre que sentir vontade ou que me sentir "inspirado", cuidando sempre para que o assunto passe pelo meu coração. Então, o plano de só uma mensagem de Natal este ano mudou, e aqui vai a segunda.




Acreditem ou não, esta pinha é o nosso único enfeite de Natal este ano. Sempre muito ocupados nesta época, visitamos nossos filhos e netos na véspera de Natal e lá, sim, pinheiro enfeitado, enfeites, pisca-piscas, presentes debaixo da árvore e cheiro de boa comida ou doces no ar, misturando-se com cheiro de perfume dos que estão se preparando para a ceia... e muito barulho!





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A bênção maior de visitar a Terra Santa reside no fato de que aqueles lugares foram vistos pelos olhos de Jesus. Sob esse prisma, a estada na terra enche nosso coração de glória e os acontecimentos bíblicos de impressionante atualidade, como se deles fizéssemos parte.



Essa sensibilidade, no entanto, é espiritual, pois cansamo-nos e suamos com as caminhadas, às vezes desviando-nos de pedras pontiagudas do deserto ou doem nossos pés nas ruas da Jerusalém antiga.



Às pessoas têm sido ensinado erradamente ao longo dos séculos que há necessidade de cerimoniais a fim de que se aproximem da presença de Deus. Na mesma idéia, muitos crentes e mesmo carismáticos agem como se somente o emocionalismo seja a porta de entrada à Presença. Se a pessoa mesma não for dominada pela emoção, principalmente com muitas lágrimas, "não valeu" ter ido à casa de Deus, "não valeu" ter-se encerrado no quarto para orar (não descarto, no entanto, tal experiência, prevenindo, sim, do perigo de que se ela não acontecer "não valeu"...). Assim como "Natal sem muitas luzes e pisca-piscas não é Natal genuíno".



Ainda que espiritualmente pessoas possam ajudar-nos, livros, "blogs" etc. devemos sempre lembrar-nos de que o acesso ao Pai é pela fé e que "Deus é espírito; e importa que seus adoradores o adorem em espírito e em verdade." (João 4:24), palavras de Jesus diante da dúvida da mulher samaritana sobre em que lugar Deus devia ser adorado.



Voltando às pinhas, chegando ao Campo dos Pastores, em Belém, vendo tantos pinheiros no local, colhi algumas pinhas caídas ao chão, guardando-as cuidadosamente para levá-las para casa. No Natal seguinte, ao ornamentarmos a mesa lá estavam as "pinhas de Belém", especiais por serem do lugar tradicionalmente tido como o da aparição da milícia celestial aos pobres pastores. E passou-se um ano e ó nosso próximo Natal foi passado em uma cidadezinha do sul de Minas Gerais e lá, ao fazermos a nossa decoração de Natal, sem perceber, misturei as pinhas de Belém com as que havia em profusão na região mineira. Como fui fazer aquilo, pensei, misturar as pinhas especiais com as comuns? Mas logo tornaram-se todas "preciosidades gerais", as de Minas e as de Belém.



Espiritualmente, a verdade é a mesma: o importante não é o material, ainda que impregnado de valor espiritual - nem a emoção por mais sincera que seja - mas a fé invisível que nos leva a Deus, que é Espírito, e que deseja que Seus adoradores O adorem em espírito e em verdade. "... São estes que o Pai procura para seus adoradores" (João 4:23).



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A propósito, transcrevo abaixo um texto que uma boa amiga me enviou, coadunando com o tema desta postagem - sem tantas cores - de Natal:




De tirar o fôlego








Eclesiastes 2:1-11


…nenhuma coisa há melhor […] do que comer, beber e alegrar-se; pois isso o acompanhará […] nos dias da vida… —Eclesiastes 8:15


Uma frase popular diz: “A vida não é medida pelo número de vezes que respiramos, mas pelos momentos que nos tiram o fôlego.” Vejo-a escrita em todo lugar, desde camisetas até em obras de arte. Ela é cativante, mas a acho enganosa.



Se medirmos a vida pelos momentos de tirar o fôlego, perderemos a beleza dos momentos comuns. Comer, dormir e respirar parece “algo comum” porque fazemos essas coisas todos os dias, habitualmente, sem pensar muito nelas. Mas, elas não são comuns. Toda mordida num alimento e toda respiração são milagres. De fato, respirar é mais milagroso do que qualquer coisa que nos tire o fôlego.



O rei Salomão pode ter tido mais momentos de tirar o fôlego do que qualquer outra pessoa. Ele disse: “…nem privei o coração de alegria alguma…” (Eclesiastes 2:10). Mas, expressou cinismo sobre isso, dizendo: “…tudo é vaidade…” (v.17).



A vida de Salomão nos recorda de que é importante encontrar alegria nas coisas “comuns”, porque elas são, realmente, maravilhosas. Nem sempre maior é sinônimo de melhor. Nem sempre mais é um aprimoramento. Estarmos mais ocupados não nos torna mais importantes.



Em vez de buscar significado em momentos de tirar o fôlego, devemos encontrar significado em cada respiração e torná-la significativa.


Respirar é um milagre maior do que qualquer coisa que nos tire o fôlego.



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Todo homem quer ser rei,



todo o rei quer ser deus,




mas Deus quis ser Homem.



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10 dezembro, 2011

NATAL + "Enrique IGLESIAS Enriquece IGREJA"...

De início quero esclarecer o trocadilho do título que dou a esta postagem de Natal, antes que pensem meus leitores que sou adepto da teologia da prosperidade, a qual já tenho criticado veementemente aqui no meu blog.

O Salvation Army, principalmente nos EUA - que é também uma igreja no mundo inteiro - tem utilizado gente famosa para o kick-off da sua campanha das "Panelas de Natal" (Christmas Kettles), que lá é iniciada logo após o Dia de Ação de Graças (Thanksgiving Day).

Neste ano Enrique Iglesias foi o escolhido para esse chute inicial da tradicional campanha de ajuda aos pobres nos EUA, o que aconteceu em conexão com o jogo Cowboys-Dallas x Dolphins.

Veja-o no link abaixo.




A tradicional campanha das Panelas de Natal (Christmas Kettles) comemorou seus 120 anos na terra onde teve origem. Hoje é realizada nos dias que antecedem o Natal em muitos dos 125 países onde opera o Exército de Salvação.




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Nestes tempos de recessão, um número maior de famílias vai procurar ajuda no Exército de Salvação. Ajudá-las devidamente vai requerer bons resultados desta campanha natalina, inclusive na cidade onde vivemos, Hämeenlinna. E o Exército de Salvação como nunca utilizará um de seus muitos slogans, para tornar isso possível:


"O ES tem duas mãos, uma para receber das pessoas de boa vontade e outra para dar aos pobres na sua necessidade"


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! ! ! !


Leia isso:


A propósito, lembro-me de ter lido nas Seleções do Reader's Digest há alguns anos algo que me surpreendeu - por ter sido publicado e não o fato em si. Para publicação aqui, procurei o Google e achei a confirmação do que eu me lembrava sem precisar as cifras.

"Uma instituição de caridade tem permanecido acima de todas durante 137 anos. O Exército de Salvação é único entre todas as intituições do gênero nos EUA. Comecemos pelos seus líderes. O Comissário Todd Basset recebe o salário de apenas $ 13,000 por ano (mais moradia) por liderar a organização em quatro territórios nos EUA. Em comparação, Brian Gallagher, presidente da United Way, recebe como base o salário de $ 375,000 por ano (mais numerosos benefícios) e a presidente da Cruz Vermelha Americana recebe o salário anual de $ 450,000 (mais benefícios).

One charity has stayed above all this for 137 years. The Salvation Army is unique among all U.S. charities for many reasons. Let’s start at the top. Commissioner Todd Bassett receives a salary just $13,000 per year (plus housing) for managing the organization. By comparison, Brian Gallagher, President of the United Way, receives a $375,000 base salary (plus numerous expensive benefits) and the Red Cross President Marsha Evans receives $450,000 (plus benefits).

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Saindo do "social" para o "espiritual", durante o Natal quando moramos em New Jersey, EUA, procurei nas lojas de segunda-mão do The Salvation Army algo que acreditava ser difícil de encontrar: enfeites antigos de árvores de Natal, aqueles que me lembrassem a infância e o bom tempo em casa quando, com a ajuda do meu pai, decorávamos o grande pinheiro. E encontrei!! A nossa árvore de Natal daquele ano de 1985 (foto acima) foi então decorada à antiga.

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E mencionando "antiga", abaixo, transcrevo a letra - em português e no original inglês - da que considero a mais bela canção moderna de Natal, uma cancão que nos convida a olhar para o passado, chamada A Surpresa (The Surprise), com música e letra da major salvacionista Joy Webb e tradução de Lucio de Moura Netto:


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Lembras-te da cena do estábulo velho, dos bichos já quase a dormir? Ouve-se um choro infantil, de repente... Oh! Que surpresa ver na manjedoura a dormir, um Menino sob as estrelas do céu.

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E por um momento, agora aqui, deves permitir que, outra vez, venha a surpresa te dominar e a velha cena voltar.

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Lembras da noite tão silenciosa, mistérios por acontecer? Ouve-se o canto dos anjos, de pronto... Oh! Que surpresa ouvir: lá no silêncio a canção nos dizia da paz que estava por vir.

*
E por um momento, agora aqui, deves permitir que, outra vez, venha a surpresa te dominar e a velha paz te envolver.

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Lembras que em teu coração já ouviste a história que tanto contou, e recebeste a sua mensagem? Oh! Que surpresa ter esta alegria inimaginável, que te preenche o viver.

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E por um momento, agora aqui, deves permitir que, outra vez, venha a surpresa te dominar e a velha história voltar, e a velha história voltar.

Nota:

Aguardando o audio para que os leitores a escutem, em português.


Think of the animals found in the stable, all bedded and warm for the night... Suddenly stirred a baby's crying - what a surprising sight! There in the manger a new Child sleeping under the starstuded night.

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And here, for a moment, again today ,in the midst of all you must do, let the surprise catch your heart once more, making the old story new.

*
Think of a silence that's quite unsuspecting of what the next moment would bring... Suddenly broken by angels singing, what a surprising thing! There in the silence a song was saying: the Child our true peace would bring.

*
And here, for a moment, again today, in the midst of all you must do, let the surprise catch your heart once more, making the old story new.

*
Think of a heart that has heard the same story so often repeated before suddenly catching a glimpse of its meaning. What a surprising thing! Joy that could not until now be imagined, no one could ask for more!

*
And here, for a moment, again today, in the midst of all you must do, let the surprise catch your heart once more, making the old story new.




Candles of the Lord (Velas do Senhor) é outra canção belíssima de Joy Webb - e oportuna para o Natal onde se vê tantas luzes! - que me foi pedido traduzir para o português, ver legendas.



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Tenho feito, ao longo desses anos, postagens alusivas ao Natal. É muito fácil localizá-las, conforme a foto acima, procurando-as a cada mês de dezembro, à direita ao acessar meu blog.

Entre muitas:

A história da mais popular canção natalina, Noite Feliz, a "casa da Noite Feliz" na Alemanha, a canção em diversos idiomas; o interessante significado da sua decoração de Natal, além de belas fotos e outras histórias e fatos natalinos.

E também:

Como montar às pressas uma peça de Natal, caso você esteja atrasado em fazê-lo em seu lar, em sua igreja, em sua visita a uma instituição social...



http://paulofranke.blogspot.com/2010/12/teatro-vamos-montar-uma-peca-de-natal.html


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E, afinal, o que são as tantas vezes mencionadas "Panelas de Natal" (Christmas Kettles)?


Fique por dentro, acessando o link abaixo:




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E a você que não dispensa o canto de hinos tradicionais durante esta época, obtenha as letras e saiba a história de quem os escreveu e por quê (para localizá-los procure também os meses de dezembro):



Músicas natalinas por banda do Canadá:



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Na Bíblia, sobre o Natal, alguns versículos e passagens:

Isaías 9:6-7 -Miquéias 5:2 - Malaquias 4:2

Mateus 1:18-25 e 2:1-12 - Lucas 1 e 2 - João 1:1-14

"Para isto se manifestou o filho de Deus, para destruir as obras do diabo."

(1 João 3:8a)

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E desde nossa bela cidade de Hämeenlinna, no sul da Finlândia,

cujo nome significa Castelo de Häme, desejamos

um

feliz e abençoado NATAL a todos os leitores!


Paulo e Anneli Franke



Conheça a cidade onde vivemos e como a vemos neste momento, coberta de neve!




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06 dezembro, 2011

1 - A Transformação do Homem Forte da Carélia (texto)

O personagem de nossa história, uma fortaleza física, tido como um dos homens mais robustos da região finlandesa em que vivia - a Carélia - considerava-se também uma fortaleza contra tudo quanto era espiritual ou "cheirava" a religião.

Juho Hämäläinen era atleta de natureza, tendo já ganho muitos prêmios ao mostrar a capacidade tremenda de arremesso do qual era capaz. A força de seus braços era bem conhecida nos arredores. Sendo capitão de um navio de carga, o qual atravessava periodicamente o Mar Báltico, ele mesmo dava o exemplo a seus marinheiros, não tendo receio algum de lançar uma carga bem pesada aos ombros, levando-a a seu destino.

Devido a essas consatantes viagens, Juho chegou a conhecer vários países da Europa e foi em alguns deles que observou o Exército de Salvação em atividade. Sempre dizia que, dentre outras religiões, 'suportava' o Exército em vista de manter obras sociais... nada mais.

Ao analisar sua vida e a dos entes queridos que o rodeavam, perguntamo-nos por que esse homem dizia-se incrédulo. Não tinha ele à sua frente um exemplo vivo de vida cristã - sua própria esposa? Esta era crente desde os dezoito anos, quando se convertera por ocasião de um avivamento na Igreja Luterana. Seu forte era a oração - durante vinte e dois anos orou ela perseverantemente pela conversão de seu marido, e isso veio a se dar de maneira maravilhosa. Não sentia ele os esforços dessa companheira fiel ao realizar reuniões caseiras, tanto quanto podia? No entanto, quantas vezes ele chegara em casa e, constatando que lá estavam fazendo reunião, enxotava a todos, gritando tão forte quando podia - "Fora daqui!" Todos então tinham que sair imediatamente, pois sabiam que Pai Hämäläinen era capaz de tudo quando estava 'enfezado'.

Juho bebia, e bastante. Vangloriava-se pelo fato de que nem um balde de bebida alcoólica poderia fazê-lo cambalear! Mais tarde, entretanto, os efeitos desse vício iriam refletir-se em seu físico.

Apesar das oposições contínuas do esposo, Mãe Liinu perseverava com suas reuniões caseiras às quais seus filhos - seis meninos e uma menina - assistiam com alegria. Um ano antes da conversão de Juho, aproveitando uma ausência mais prolongada do mesmo, a esposa deu licença para que essas reuniões fossem feitas regularmente em sua casa. Certo domingo, Pai Hämäläinen chegou inesperadamente. Ao saber que uma reunião teria lugar em sua própria casa, Juho proclamou que poderia até jogar todos pela janela. Apesar de todas as ameaças, os vizinhos foram chegando e Juho, quase louco de raiva, pegou todos os seus filhos, inclusive o menorzinho de dois anos, fazendo com que entrassem em um cinema e assistissem a um filme inteiro!

Assim se passavam os dias. Mãe Liinu continuava a orar incessantemente por seu esposo, para que Deus intercedesse em seus negócios e em tudo quanto dizia respeito à vida daquele homem. Juho mostrava-se cada vez mais difícil, endurecendo o seu coração apesar das muitas provas de que Deus lhe estava dando de Sua paciência e amor.

Foi então - quando Juho parecia estar irremediavelmente perdido para sempre - que apareceu o Exército de Salvação para iniciar o seu trabalho na cidadezinha em que a família morava. Para o trabalho de adaptação da casa em salão, muitas modificações precisavam ser feitas e o 'banco de penitentes' (lugar logo abaixo da plataforma, para onde se convida a todos quantos quiserem demonstrar sua disposição em seguir a Cristo ou se consagrarem a Ele). Muitos entendidos do assunto vieram dar sua opinião à major, oficial dirigente. A razão porque Juho também foi dar um palpite ninguém sabe, mas o fato é que o homem forte da Carélia ali estava, diante da major. Com ares de grande sabedor, fez críticas com respeito a isso, aquilo, até que disse, com ar zombeteiro, não ser necessário um banco para penitentes naquela cidade! Nesse meio tempo, entre os arranjos e a inauguração do salão, já a major tomou conhecimento do caso de Juho e pelo menos três mulheres naquela cidade - as duas oficiais e a esposa de Juho - começaram a orar ardentemente para que Deus agisse mais forte ainda no coração de Juho.

E aconteceu mesmo. Dentre os presentes ao primeiro festival do Corpo de Suojärvi havia um que se destacava: corpulento, queimado pelo sol, acabrunhado. O mesmo homem que dissera não ser necessário um banco de penitentes naquela cidade sentia agora o impulso interior de entregar-se ao Salvador que o amava, não levando em conta a multidão de seus pecados. O banco foi, assim, inaugurado naquela noite quando a fortaleza de incredulidade foi quebrantada pelo Todo-Poderoso.

Lutas tremendas se sucederam; parecia que o Maligno não se dava por vencido, procurando de todas as maneiras atrair novamente aquele que fora tão bom servo seu. Mesmo em casa seus seus filhos não podiam ainda crer que Papai estivesse tão diferente - antes tão rude, egoísta, mandão, agora manso e cordato, humilde e religioso. Entretanto, a conclusão inicial a que chegaram - "Papai está certamente caducando!" - foi pouco a pouco se modificando, à medida que a pessoa de Cristo se refletia naquela nova criatura.

Mas para Juho o testemunho não podia parar aí. Precisava mostrar a outros que era de Cristo e por isso começou a usar o uniforme salvacionista logo depois do seu alistamento como soldado. Assim, mostrando claramente que era "salvo para servir", Juho Hämäläinen prosseguiu firme nas fileiras durante doze anos consecutivos, até o dia de sua morte (ou "promoção à glória" conforme a terminalogia salvacionista).

A conversão marcante deste homem influiu profundamente na vida de seus filhos. Todos eles chegaram a fazer a grande decisão, aceitando ao Salvador, levando por sua vez seus filhos pelo bom Caminho. Chuvas de bênçãos, copiosas e abundantes, caíram sobre aquela família e as promessas de Deus uma vez mais se tornaram realidade em cada uma daquelas vidas.

Pai Hämäläinen, forte no espírito, trocou a "espada pela coroa" no ano de 1939. Poucos anos mais tarde, Deus também chamou repentinamente sua esposa fiel e consagrada, no momento em que, ajoelhada, orava por seus filhos, lutando nos campos de batalha.

Cinco de seus filhos tornaram-se oficiais. Um deles serviu como oficial missionário na Indonésia, outro com sua família batalha em nossa pátria, o Brasil. À grande lista da 'nuvem de testemunhas' na qual nos fala o autor de Hebreus, poderíamos acrescentar o nome de Juho Hämäläinen, que "olhou para Jesus, Autor e Consumador da fé!"


"Nas Pegadas de Cristo" (1960)
histórias relevantes de salvacionistas
compiladas por Flávia Brazil Esteves.

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Na próxima postagem, fotos das pessoas citadas neste extraordinário relato!

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05 dezembro, 2011

2 - A Transformação do Homem Forte da Carélia (fotos)


Sempre que vejo este famoso quadro finlandês, "O menino e o pássaro", de 1884, meus pensamentos voam até a Carélia, região russa que faz fronteira com a Finlândia. A Carélia, no entanto, era também finlandesa. Uma busca pelo Google informará aos leitores interessados os lances trágicos de como a perdeu durante a guerra.

Meu saudoso sogro, David Elias Hämäläinen, contava-nos as histórias da Finlândia e mesmo da Carélia, onde nasceu. E minha sogra, Martta Hämäläinen (88), que vive na capital Helsinki, também careliana, possui muitas fotos inclusive da região perdida para os russos. E nessas fotos vejo muitas vezes meninos exatamente como os do quadro, razão pela qual o mostro aqui.

Com estas duas postagens, a respeito de Juho Hämäläinen, pai de meu sogro - um homem mau transformado pelo poder de Deus em um homem bom - homenageio meu sogro e seus irmãos, seis meninos parecidos com o do quadro (o primeiro irmão faleceu com tenra idade), e uma irmã.



A famosa igreja ortodoxa Kizhi Pogost, construída toda em madeira, em 1714, no norte da Carélia.



Juho Hämäläinen à direita na foto.



Juho, sua esposa Karoliina (também chamada Liinu) e dois de seus filhos. Ao fundo, a mãe de Karoliina, Anna Suomalainen, que se casou com Aapraham Bachem, um judeu alemão, sogro portanto de Juho. Muito interessante saber que o bisavô paterno de minha esposa Anneli era um judeu!



Juho com seu filho Eino Hämäläinen.



Lahja, que quer dizer "presente" em finlandês, foi a única filha de Juho e Liintu, que tiveram oito filhos homens: Petteri, Benjamim, Eino, Aapeli, Leo, David, Leevi e Kauko.



Na foto superior, seis filhos de Juho com suas esposas que, no final da década de 40, tornaram-se oficiais do Exército de Salvação na Finlândia. Na foto inferior, um encontro de família durante as primeiras férias missionárias de meus sogros David e Martta, em 1958. Anneli é a menina em pé à esquerda, com uma fita branca no cabelo. A família foi para o Brasil em 1953.


E os meninos da grande família da Carélia posam em diferentes épocas junto com o menino do quadro. O único menino de fato, no colo de seu pai, nasceu na Indonésia quando seus pais foram oficiais missionários salvacionistas no distante país. Hoje é um piloto aposentado da Finnair.


Na última vez que meu sogro David visitou sua terra, em 1991, participou de uma turnê de descendentes de Juho e Liinu - à região da Carélia, também terra de minha sogra Martta, hoje Rússia, não longe de São Petersburgo. Na foto acima, os netos de Juho que participaram.

David Hämäläinen (1953-1995), um homem de Deus que deu sua vida no Exército de Salvação do Brasil - chegando a Secretário-em-Chefe, o segundo em chefe no país durante muitos anos - está enterrado em São Paulo



Página do livro "Nas Pegadas de Cristo", publicado em 1960, com histórias relevantes de salvacionistas de diversos países compiladas por Flávia Brazil Esteves. A história de Juho foi possível pelos relatos fornecidos por meu sogro. Outras informações e também fotos nesta postagem foram extraídas do bem preparado livro com a genealogia da família Hämäläinen, escrito por Leo Hämälainen, o único filho de Juho e Liinu que ainda vive.


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